Dólar abre em alta de 0,55% na BM%F, a R$ 2,161

O dólar abriu em alta de 0,55% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com o primeiro negócio fechado à taxa de R$ 2,161. O mercado de câmbio segue acompanhando, internamente, o desenrolar dos fatos políticos. Permanece um certo temor de que os últimos acontecimentos possam resultar na saída do ministro Antonio Palocci do Ministério da Fazenda. Alguns analistas financeiros consideram, entretanto, que nem que isso viesse a ocorrer, haveria riscos para a condução da política econômica. Outros, no entanto, acreditam que um ministro que não pertença aos quadros petistas poderia provocar alguma instabilidade. Mas essa ainda é a possibilidade menos considerada. No cenário externo, o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, ontem à noite, não mudou a avaliação dos analistas sobre a trajetória de alta da taxa de juros dos EUA. Assim, a perspectiva é que o mercado externo continue mostrando tranqüilidade em relação ao cenário norte-americano, com a maioria das expectativas convergindo para a idéia de que o juro básico norte-americano chegue aos 5% (hoje está em 4,5%). Na agenda doméstica, o Banco Central brasileiro divulga a partir das 10h30 os dados da conta corrente. Analistas ouvidos pela Agência Estado estimam que o saldo em transações correntes pode variar de déficit de US$ 1 milhão a superávit de US$ 700 milhões, com mediana de US$ 325 milhões. O mercado também pode conviver com rumores sobre eventuais medidas a serem tomadas pelo Banco Central para segurar a desvalorização da moeda norte-americana. Esses comentários ressurgiram nas mesas de operações ontem e alguns atribuíram a alta do dólar a eles. Mas a alta acumulada nos dois últimos dias, de 1,95%, é significativa e isso pode segurar pressões maiores nesta manhã.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.