Dólar abre em alta de 0,82% a R$ 2,268, na BM&F

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, mostrou preocupação com a inflação nos EUA ontem e provocou estragos em diversos ativos ao redor do mundo. O impacto, no entanto, não foi sentido no mercado doméstico de câmbio que acompanhou a queda do risco Brasil, impulsionada pelo anúncio da operação de recompra de títulos da dívida externa pelo Tesouro Nacional. Por isso, os operadores não descartam uma reação tardia nesta terça-feira, principalmente se os mercados internacionais mantiverem a tensão. Isso se o efeito do anúncio de ontem estiver esgotado e se os exportadores não impuserem um fluxo que fale mais alto do que o noticiário do dia, o que não é descartado em início de mês. Nesta manhã, as bolsas européias operavam no vermelho em razão das declarações de Bernanke. Mas elas não devem ser um referencial de destaque para os investidores nacionais já que ontem esses mercados estavam com os negócios encerrados (por causa do fuso horário) quando o presidente do Federal Reserve revelou suas avaliações. Ou seja, o comportamento da Europa hoje é um ajuste ao ocorrido nos demais mercados desenvolvidos na segunda-feira. Assim, os operadores de câmbio no Brasil devem observar com maior atenção o comportamento de Wall Street e Chicago e tendem a ficar um pouco mais retraídos na abertura. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar à vista teve o primeiro negócio realizado hoje às 10h08 com a taxa de R$ 2,268, o que representa uma valorização de 0,82% em relação ao fechamento ontem.

Agencia Estado,

06 de junho de 2006 | 10h11

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