Dólar abre em alta de 2,05%, seguindo tensão global

O alívio visto nos mercados ontem pela manhã não teve fôlego para se sustentar até o final do dia. No encerramento dos negócios, à tarde, a tensão voltava a imperar nas mesas de operações. Isso confirma que a única certeza que podem ter os investidores é que fecharão negócios em meio à volatilidade nos próximos dias. Pelo menos até que se resolva que caminho tomarão as principais economias em relação às suas políticas monetárias, principalmente os Estados Unidos. A decisão norte-americana somente será conhecida no final de junho, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) se reúne para avaliar a inflação e a atividade do país. Até lá, vários indicadores serão divulgados e servirão de munição para os analistas tentarem antecipar essa determinação do Fed. Por isso, os investidores seguirão com todas as atenções voltadas para a agenda norte-americana. Paralelamente, as oscilações fortes e rápidas continuarão, com tendência a que a deterioração dos ativos emergentes prevaleça. Assim, o dólar à vista negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu em alta de 2,05% a R$ 2,340 - a mesma cotação do dólar comercial (mercado de balcão), enquanto analistas e operadores aguardam a divulgação dos dados dos EUA. Às 10h07, a moeda negociada na BM&F já reduzia o ritmo de alta para R$ 2,323 (+1,31%) e o dólar comercial a R$ 2,325 (+1,40%). Às 11 horas (de Brasília), o Departamento do Comércio anuncia os números de vendas de imóveis residenciais novos em abril. Às 11h30, o American Petroleum Institute (API) e o Departamento de Energia (DoE) divulgam suas estimativas sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana até 19 de maio. E tem a fala do diretor do Federal Reserve Randall Kroszner sobre o uso de estatísticas econômicas em reportagem às 12h45. Também hoje, o Tesouro dos EUA leiloa US$ 22 bilhões em notes de 2 anos. O resultado deve ser anunciado às 14 horas. Vale registrar que no pregão asiático os títulos do Tesouro norte-americanos registraram forte oscilação abalados por um intenso noticiário e pela volatilidade nas bolsas norte-americanas e emergentes. A inversão de direção da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no fim da tarde de ontem provocou recuo no juro do título do Tesouro dos EUA de 10 anos por volta das 7h30 (de Brasília), durante as negociações de balcão em Nova York, segundo a agência Dow Jones. A cotação do dólar ante moedas asiáticas e euro também teria tido impacto desse movimento das bolsas emergentes, com destaque para a Bovespa e o mercado mexicano, mas esse movimento já estaria esgotado, no momento. Pela manhã, risco Brasil, que mede a confiança do investidor estrangeiro no País, chegou a subir 15 pontos, para 291 pontos-base, mas logo reduziu o ritmo e avançava 4 pontos (289 pontos), às 10h01. As taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA recuavam. Os futuros das bolsas de Nova York, no entanto, subiam, trajetória que, se confirmada, pode abrir a possibilidade de alívio nos comportamentos dos mercados globais no decorrer do dia. A conferir.

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