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Dólar abre em alta de olho no exterior, fluxo e noticiário político

Segundo operadores, uma das grandes expectativas, com potencial para gerar especulações e negócios no mercado, é o detalhamento do programa de intervenções do BC no câmbio, a partir de julho

Cristina Canas , Agência Estado

10 de junho de 2014 | 10h39

SÃO PAULO - O dólar começa o dia em pequena alta ante o real (+0,13%, a R$ 2,232 por volta das 9,h45), seguindo o ritmo das demais moedas emergentes. Com a agenda doméstica fraca em indicadores (saíram dois dados de inflação) os mercados domésticos devem acompanhar o comportamento internacional dos ativos, o noticiário político e eventuais fluxos de recursos.

No exterior, há pouco a Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB, na sigla em inglês) informou que o índice de otimismo das pequenas empresas norte-americanas subiu para 96,6 em maio, de 95,2 em abril e atingiu o maior nível desde setembro de 2007, mas não fez preço.

Na Europa, não existe uma direção firme e única nos mercados acionários e continua chamando a atenção o comportamento dos juros dos títulos soberanos, que seguem em queda. O movimento é uma resposta dos investidores ao pacote de estímulos anunciado na semana passada pelo Banco Central Europeu (BCE). E a perspectiva é de que essa liquidez aporte no Brasil a qualquer momento. Ou melhor, que aumente. 

Hoje, mais uma informação mostra que os estrangeiros têm buscado ativos brasileiros. A gestora norte-americana Pimco informou que voltou a aumentar a posição em títulos da dívida. Segundo informações publicadas esta manhã pelo Financial Times, a posição total dos fundos Pimco em títulos brasileiros passou de US$ 6,2 bilhões no fim do ano passado para US$ 8,6 bilhões.

Com certeza, a expectativa de fluxo positivo terá peso importante para uma das definições mais aguardadas pelo mercado doméstico no momento. Segundo os operadores, uma das grandes expectativas, com potencial para gerar especulações e negócios no mercado, é o detalhamento do programa de intervenções do BC no câmbio, a partir de julho.

E, para o fluxo, a percepção generalizada dos gestores e analistas é de que o cenário político é determinante. Nesse sentido, os operadores continuam de olho em pesquisas eleitorais. Hoje, o destaque da política devem ser as convenções do PMDB e do PDT, em Brasília. O encontro do PMDB será para definir o apoio ou não à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).   

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