Dólar abre em alta e mantém movimento de valorização

O dólar sobe desde a abertura no mercado à vista nesta quinta-feira, 25, e resta saber se a continuidade da oferta maior de swaps cambiais pelo Banco Central irá ajudar também hoje a segurar a moeda americana. O dólar no balcão fechou na quarta-feira, 24, em queda de 0,96%, a R$ 2,3850 no mercado à vista, e nesta manhã se mostra mais forte também no exterior.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Estadão Conteúdo

25 de setembro de 2014 | 09h33

Às 9h21, o dólar à vista no balcão subia 0,75%, a R$ 2,4030, na mínima. O futuro para outubro tinha alta de 0,78%, a R$ 2,4055.

O IBGE revelou que a taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5% em agosto, dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que ia de 4,5% a 5,4% da População Economicamente Ativa (PEA), com mediana em 4,9%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores subiu 1,7% em agosto, após redução de 0,2% em julho, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior, informou há pouco o IBGE. Em relação a igual mês de 2013, os resultados foram avanço de 2,5% em agosto e alta de 2,6% em julho.

Na tentativa de segurar o avanço do dólar, o BC mantém a oferta maior na operação de rolagem de swap, de até 15 mil contratos (US$ 750 milhões), que acontece das 11h30 às 11h40. Antes, às 9h30, o BC faz o leilão tradicional de swap cambial com oferta de até US$ 200 milhões ou 4 mil contratos para dois vencimentos no mercado futuro.

Em relação a outras moedas emergentes e ligadas a commodities, o dólar também mostra força. Perto das 9h20, o dólar subia 0,91% ante o dólar australiano; 0,54% ante o dólar canadense; 1,75% ante o dólar neozelandês; 0,48% ante o peso chileno; 1,08% ante a rupia indiana. No que diz respeito às divisas da Austrália e da Nova Zelândia, o fortalecimento do dólar se deve a sinalizações dos BCs desses países de que suas moedas estão fortes demais e o BC neozelandês chegou a ameaçar intervir no câmbio se preciso.

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