Dólar abre em alta, mas volta a R$ 2,13 na BM&F

O primeiro negócio de câmbio à vista fechado hoje no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) teve o dólar cotado a R$ 2,134, o que representou uma valorização de 0,19% em relação ao fechamento da sessão ontem. Às 9h10, na seqüência das negociações, o dólar recuou para R$ 2,13, igualando-se ao valor de ontem. No mercado interbancário, ainda não havia sido registrado nenhum negócio até este horário com dólar comercial. O mercado financeiro global tem hoje duas munições para fazer apostas de última hora, antes da decisão do banco central americano sobre o nível dos juros básicos nos EUA (o anúncio está previsto para as 17h15, hora de Brasília). Às 11h30 (de Brasília), o Departamento do Comércio divulga a primeira estimativa do PIB dos EUA no quarto trimestre de 2006 e o Departamento do Trabalho revela o indicador de custo da mão-de-obra no mesmo período. Aqui, o mercado doméstico de câmbio, que tem operado ao sabor dos vaivéns internacionais, acompanhará eventuais reações, que podem ser maximizadas ou minimizadas, de acordo com os interesses que envolvem a formação da taxa de câmbio referencial do Banco Central (Ptax) que amanhã liquidará os contratos futuros de fevereiro na BM&F e de swap cambial reverso. Na agenda interna, o destaque é a nota de política fiscal, com o resultado consolidado das contas públicas do ano passado (União, Estados, municípios e empresas estatais), que o Departamento Econômico do Banco Central divulga, às 10h30. Enquanto aguarda esses dados internacionais e domésticos, o mercado de câmbio tende a operar de lado. Embora o tom levemente negativo que o exterior assume no aguardo do banco central americano pressione o valor do dólar ante o real para cima, o interesse dos investidores "vendidos" na BM&F (que apostam na baixa do dólar) na formação da Ptax tende a neutralizar a tendência de alta. Vale lembrar que as expectativas do mercado de câmbio em relação à operação de venda da siderúrgica anglo-holandesa Corus para a brasileira CSN receberam um balde d'água fria, com a vitória da indiana Tata Steel no leilão realizado ontem em Londres.

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