Dólar abre em baixa a R$ 2,115, mas BC vai interferir

O dólar à vista abriu em ligeira baixa no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,115 (-0,09%). Mas o que pode segurar o movimento de queda hoje é a retomada, pelo Banco Central, dos leilões de swap cambial reverso. A autoridade monetária fez uma consulta a seus agentes no final do dia ontem e optou por retomar a venda hoje no mercado futuro de dólares. O instrumento veio a tempo de o BC rolar o vencimento de US$ 920 milhões do próximo dia 2 de maio. A oferta desta quarta-feira será de US$ 600 milhões. O leilão de swap cambial do BC acontecerá entre 12 horas e 13 horas. Por isso, a moeda pode ficar um pouco pressionada no período da manhã. Além da rolagem, o swap cambial reverso acaba por segurar as cotações da moeda norte-americana, enxugando um pouco a liquidez. Os dados parciais mais recentes do fluxo cambial mostram que os bancos carregam forte posição comprada, o que significa recursos para derrubar ainda mais a cotação do dólar. O leilão de swap, assim, ajudaria a reter um pouco esta baixa. A tônica de desaceleração, no entanto, ainda predomina, principalmente depois que o mercado interpretou na ata do Fed (banco central dos EUA) que o ciclo de alta dos juros básicos nos EUA está perto do fim. Ajuda também o mercado doméstico dois índices de preços divulgados hoje, que corroboram a tendência de queda para a taxa básica de juros doméstica (Selic). O Copom conclui hoje á noite sua reunião de dois dias e o consenso do mercado é de que haverá um corte de 0,75 ponto porcentual na Selic, hoje em 16,5% ao ano.

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