Dólar abre em baixa, cauteloso com Fed e política

Os investidores em câmbio retomaram nesta manhã a cautela com o resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que será divulgado hoje e afeta o comportamento de ativos internacionais. Ontem, o mercado doméstico fechou os olhos para o ambiente externo por causa do anúncio de duas operações corporativas, que devem trazer recursos para o Brasil, e do leilão de NTN-B (títulos pós-fixado indexados ao IPCA), que também teria provocado ingressos. O cuidado com os Estados Unidos, no entanto, não deve ser suficiente para provocar altas significativas nas cotações do dólar no mercado doméstico. Afinal, a maioria das expectativas considera que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sinalizará uma pausa na elevação dos juros norte-americanos (o resultado da reunião será conhecido a partir das 15h15). E isso é favorável às perspectivas de continuidade de fluxo favorável para emergentes, incluindo Brasil. Na abertura dos negócios no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar recuava 0,19%, a R$ 2,056. Nos Estados Unidos, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA, o comportamento oscila entre a estabilidade e queda. Pela manhã, o juro do papel de 10 anos caía 0,14% e a taxa do título de 30 anos apresentava variação negativa de 0,07%. Internamente, outro fator recomenda cautela: o ambiente político. A CPI dos Bingos marcou para as 11 horas de hoje o depoimento do ex-secretário geral do PT Silvio Pereira. No final de semana passado, ele trouxe a crise política de volta à pauta do mercado financeiro ao declarar, em entrevista, que o empresário Marcos Valério planejava arrecadar R$ 1 bilhão, com fraudes, durante o governo Lula. Paralelamente, o mercado deve acompanhar a divulgação de vários dados da economia americana, que serão divulgados antes do resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e as repercussões que eles tiverem no mercado internacional.

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