Dólar abre em queda, a R$ 2,156, após corte dos juros

O dólar abriu em forte queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O primeiro negócio no pregão à vista foi fechado à taxa de R$ 2,156, o que representa um recuo de 1,37% em relação ao valor do encerramento da sessão de ontem. Um dos fatores de pressão de alta do dólar nos últimos dias, que era incerteza a respeito da definição do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para a taxa de juros básica (Selic), foi dissipado ontem, quando se anunciou o corte de 0,75 ponto porcentual, para 16,5% ao ano. A decisão conservadora era esperada pela maioria dos analistas, mas a possibilidade de uma redução de um ponto ainda não tinha sido completamente abandonada e ajudou a segurar a alta do dólar nos dois últimos dias. Além disso, o Banco Central anunciou, pelo segundo dia consecutivo, que não fará leilão de swap cambial reverso. No mercado à vista, depois de ficar ausente por dois pregões, a autoridade monetária interveio ontem à tarde, mas aceitou somente uma proposta de compra de dólares, numa taxa de corte inferior à cotação de mercado no momento. O ponto primordial da valorização da moeda norte-americana nos últimos dias, o comportamento internacional das taxas de juros, ainda é motivo de atenção. Assim, a volatilidade que marcou ontem o mercado doméstico de câmbio tende a repetir-se esta manhã. Hoje, o Japão correspondeu às projeções dos especialistas de que suspenderia a política monetária ultra flexível, e anunciou que manterá a taxa de juros zero, mas enxugará a liquidez. A previsão é de que o juro no Japão não suba antes de outubro. Essa decisão pode ser vista como positiva já que retira uma incerteza do mercado. Para os juros dos EUA, devem pesar os dados da economia do país a serem anunciados hoje. E isso será monitorado pelo mercado nacional. O Departamento do Comércio dos EUA divulga o saldo da balança comercial em janeiro às 10h30.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.