Dólar abre em queda a R$ 2,174 e espera dado dos EUA

A taxa de câmbio abriu em baixa de 0,46% o pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, com o dólar à vista negociado a R$ 2,174. Depois da melhora de ontem, os mercados mostram cautela hoje até conhecer os números do relatório de emprego de junho nos Estados Unidos. Um dado antecedente divulgado na quarta-feira mostrou aceleração no número de novas vagas de trabalho e levou analistas a revisarem as estimativas para cima. Um dado muito forte pode prolongar o ciclo de alta dos juros norte-americanos. Além disso, o petróleo mostra alta esta manhã, batendo novos recordes de preço na Bolsa Mercantil de Nova York, impulsionado pelas tensões geopolíticas. No exterior, as bolsas européias operam em baixa e os índices futuros de Nova York não têm trajetória definida. As taxas de juros dos títulos norte-americanos e a relação dólar/euro também estão de lado, ou seja, sem variação expressiva ou tendência definida. No cenário doméstico, há boas notícias. Com os dados econômicos mostrando inflação sob controle, crescem as apostas em cortes na taxa Selic (juro básico da economia, hoje em 15,25% ao ano). Nesse sentido, o IPCA de junho (índice de inflação oficial utilizado pelo Banco Central para o regime de metas), que será anunciado hoje, às 9h30, deve merecer atenções e pode mexer com os mercados, principalmente o de juros. Outra boa notícia de ontem, mas que passou batida pelos negócios é a elevação da classificação de risco soberano do País em BB+, apenas a um grau de distância do grau de investimento, dada por uma agência japonesa. É a Rating and Investment Information, que faz análises de risco soberano em emissões de bônus samurais.

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