Dólar abre em queda com melhora do humor externo

A melhora do ânimo nos mercados internacionais contagiou, conforme o esperado, o mercado doméstico de câmbio, fazendo com que o dólar à vista no balcão abrisse a sexta-feira em baixa. No pano de fundo, estão declarações de dirigentes de bancos centrais sobre estímulos para sustentar a atividade econômica global. Internamente, os negócios também repercutem as avaliações quanto ao segundo debate do segundo turno da eleição presidencial, ontem, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

RENATA PEDINI, Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 09h49

A moeda norte-americana à vista no balcão abriu em queda de 0,73%, cotada a R$ 2,4510. Às 9h23, valia R$ 2,4540 (-0,61%). O dólar para novembro caía 0,60%, a R$ 2,4650, no mesmo horário.

Nesta quinta-feira, declarações mais amenas do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, quanto ao início de aperto monetário nos Estados Unidos já haviam amenizado a pressão para cima no dólar. Hoje, Benoit Coeure, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), destacou o papel da política monetária de acrescentar liquidez à economia e Eric Rosengren, presidente da distrital de Boston do Fed, disse que o relaxamento quantitativo nos EUA ainda está acabando.

A presidente do Fed, Janet Yellen, iniciou discurso às 9h35. Até perto das 9h40, ela não havia falado sobre política monetária. "As desigualdades de renda aumentam mais rápido nos EUA que em outras economias avançadas", disse. "A desigualdade recuou durante a recessão, mas aumentou na recuperação", completou.

Entre dados econômicos, as construções de moradias iniciadas cresceram 6,3% em setembro ante agosto nos EUA, acima da previsão (+4,6%). Já as permissões para novas obras subiram 1,5% no mês passado, abaixo da expectativa de alta de 2,3%.

De volta aos mercados domésticos, os movimentos do dólar e dos juros futuros são influenciados ainda pelas avaliações quanto ao debate entre Aécio e Dilma ontem à noite. É consenso que foi um confronto marcado pela agressividade e ausência de propostas. Mas há divergências quanto a um vencedor claro. As pesquisas previstas para os próximos dias podem direcionar melhor os mercados.

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