Dólar abre em queda de 0,10,%, a R$ 2,086, na BM&F

O mercado de câmbio deve ajustar as cotações do dólar para cima durante o decorrer do dia, mas sem se afastar muito da estabilidade. A valorização seria decorrente, principalmente, da queda forte das cotações na última sexta-feira, quando a moeda norte-americana recuou abaixo de R$ 2,10, em função dos movimentos em torno do vencimento dos contratos futuros. Porém, na abertura, o dólar negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) caía 0,10%, a R$ 2,086. A expectativa de alta alimenta-se ainda de temores em relação às possíveis decorrências que pode ter a decisão do governo boliviano de estatizar as atividades da Petrobras naquele país. Além de uma provável fuga de investidores das ações da empresa brasileira hoje, o que poderia afetar o dólar para cima, com uma eventual saída de estrangeiros, o mercado de câmbio avalia que a necessidade de compra de gás boliviano possa vir a pesar negativamente na balança comercial nacional. Além disso, o mercado aguarda a avaliação que farão os analistas internacionais. O temor é que essas atitudes nacionalistas, que têm se proliferado em diversos países da América do Sul, tragam de volta as restrições dos estrangeiros à região como um todo, afetando a credibilidade do Brasil. Para a perspectiva de dólar em alta na abertura de hoje, os analistas computam ainda a elevação ocorrida nas taxas de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos ontem, quando o mercado aqui repousava, em homenagem ao Dia do Trabalhador. Vale ressaltar, no entanto, que hoje as taxas dos EUA mostram pequeno recuo. Para o restante do dia, no entanto, os especialistas lembram que ainda pesa a sinalização de que o juro pode cair menos no Brasil, o que manteria a atratividade da arbitragem. Esse fator tem sido fundamental para sustentar a desvalorização do dólar frente ao real. E a balança comercial, ainda positiva. Hoje saem os dados de abril. Espera-se superávit menor por fatores sazonais, mas os números serão avaliados.

Agencia Estado,

02 de maio de 2006 | 09h47

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