Dólar abre em queda, mas faz meia-volta após ata do Copom

Moeda norte-americana virou e atingiu R$ 2,20, puxada por avaliações do mercado de que BC deve encerrar o ciclo de aperto monetário

Silvana Rocha e Fernando Travaglini, da Agência Estado,

10 de abril de 2014 | 10h09

A ata da última reunião do Copom, publicada nesta quinta-feira, 10, pelo Banco Central, reforçou a percepção de que a autoridade monetária deu por encerrado o ciclo de alta de juros no encontro realizado no início deste mês. Em reação, o ajuste negativo inicial do dólar foi substituído pelo sinal positivo.

O dólar à vista virou e atingiu máxima, a R$ 2,20, puxada por avaliações do mercado sobre a ata da reunião do Copom da semana passada, que reforça o desejo do BC de parar o ciclo de aperto monetário, embora a perspectiva no mercado seja de continuidade da alta da Selic devido à inflação persistente.

O dólar abriu em queda ante o real, seguindo o exterior, e na mínima até o momento no mercado à vista, cotado a R$ 2,1860 (-0,55%) no balcão - menor valor intradia desde 30 de outubro de 2013, quando a divisa recuou até R$ 2,2830 durante a sessão, de acordo com o AE Dados. Às 10 horas, o dólar à vista estava estável, a R$ 2,1980.

No exterior, perdeu força há pouco a desvalorização da moeda norte-americana ante seus principais pares, após a ata do Federal Reserve e os dados da balança comercial da China estimularem mais cedo o apetite por ativos mais arriscados.

Na BM&FBovespa, às 9h24, o dólar para maio de 20145 subia 0,41%, a R$ 2,2085, após oscilar de R$ 2,1950 (-0,20%) a R$ 2,2120 (+0,52%). A taxa de abertura desse contrato foi a R$ 2,1970 (-0,11%).

O BC fez algumas mudanças importantes na ata que justificam essa primeira leitura feita pela mercado. Ao retirar a expressão "especialmente", quando se refere à vigilância com a inflação, no parágrafo 33, o Copom indicou menor disposição para elevar juros.

Além disso, a autoridade elevou o tom da aposta de que o choque de alimentos é passageiro, ao não vincular a essa avaliação a ressalva de que a política monetária deve atuar de modo a garantir que os efeitos desse choque se circunscrevam ao curto prazo, como vinha fazendo o presidente do BC, Alexandre Tombini, em discursos recentes. O BC também voltou a falar em efeitos defasados da política monetária e se mostra agora menos otimista com a atividade.

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