Dólar abre estável entre exterior e política cambial

Indicar econômico da Alemanha e presidente do Fed dão estabilidade à moeda

Cristina Canas, Agencia Estado

26 de março de 2012 | 10h38

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, está falando em público mais uma vez nesta segunda-feira e já mexeu com o dólar. Ele roubou um pouco de força à moeda ao sinalizar a continuidade da política acomodatícia no país. "Mais sinais de melhora significativa na taxa de desemprego provavelmente exigirão uma expansão mais rápida da produção e da demanda dos consumidores e das empresas, um processo que pode ter apoio da continuação das política acomodatícias", disse Bernanke.

A queda já era a trajetória da moeda norte-americana antes das palavras de Bernanke por causa de sinais positivos vindos da Alemanha. O país divulgou o índice Ifo, que mede o ambiente para negócios e o resultado foi melhor do que esperavam os economistas, situando-se em 109,8 em março. As expectativas eram de 109,5. Além disso, a primeira ministra Angela Merkel sinalizou com a possibilidade de a Alemanha aceitar participar de reforços financeiros às linhas de proteção para os países europeus com dificuldade.

Na Europa, só a Espanha preocupa hoje, mas sem contaminar o todo. Isso porque o partido do governo perdeu espaço em eleições regionais importantes neste final se semana.

A agenda está cheia hoje e nos próximos dias e o humor dos negócios pode mudar. Aqui no Brasil, logo cedo foi divulgado o IBC-Br e a taxa mostrou queda de 0,13% em janeiro ante dezembro, já considerando as diferenças sazonais. O resultado negativo veio dentro do esperado, um pouco melhor do que a mediana das estimativas, que era de uma queda de 0,50%. Porém, esta é a primeira vez desde outubro que o resultado é negativo, o que acaba corroborando as preocupações que o governo brasileiro vem demonstrado com a atividade econômica e que tem interferido nas políticas de juros e câmbio.

Neste final de semana, inclusive, a presidente Dilma deu uma entrevista a uma revista do grupo de pesquisas dos países Brics (China, Índia, Rússia e África do Sul, além do Brasil) onde declarou que a capacidade brasileira de resistir à crise financeira mundial "não é ilimitada". Amanhã, a presidente chega à Índia para participar da 4ª reunião desse grupo.

Nos EUA, saiu um dado de atividade de Chicago, que não mexeu muito com os mercados. Mas ainda vão ser divulgados atividade em Dallas e vendas de imóveis. Nos próximos dias saem confiança do consumidor, atividade industrial, renda pessoal e gastos com consumo. O ponto forte da semana, no entanto, deve ser a revisão final dos números do PIB norte-americano no quarto trimestre, na quinta-feira. Muito importante também será a divulgação, pela China, na madrugada de sábado para domingo, do índice de atividade industrial em março. A Europa entrou em horário de verão ontem e agora as bolsas estão operando das 4 horas da manhã ao meio dia e meia pelo nosso horário.

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