Carlos Barria/Reuters
Carlos Barria/Reuters

Dólar acentua queda após ata do Fed e volta ao patamar de R$ 3

Na leitura do mercado, a ata manteve a percepção de que o banco central dos EUA ainda não definiu quando aumentará os juros

Denise Abarca, Agência Estado

20 Maio 2015 | 13h05

SÃO PAULO - A divulgação da ata do Federal Reserve, banco central dos EUA, consolidou o movimento de queda engatado pelo dólar no início da tarde, após uma manhã de oscilações estreitas. Na leitura do mercado, a ata manteve a percepção de que o Fed ainda não sabe quando começará a aumentar os juros nos EUA, e que uma alta em junho seria prematura.

O dólar à vista no balcão encerrou o dia em R$ 3,005, queda de 1,12%. Na mínima, chegou a R$ 2,999 e, na máxima, a R$ 3,043.

Na primeira etapa, o mercado de câmbio operou sem tendência firme, guardando suas fichas para o período da tarde, quando seria divulgada a ata da reunião de abril do banco central dos EUA. No final da manhã, o dólar se acomodou no terreno negativo, e a baixa passou a ganhar força pouco antes da publicação da ata, com o mercado tentando antecipar-se ao documento e realizando lucros, já que a moeda vinha de duas altas seguidas ante o real. Conhecido o texto, o dólar passou a renovar as mínimas, na contramão externa, uma vez que lá fora o dólar subia ante as demais divisas.


Segundo a ata, os dirigentes do Fed podem não estar prontos para aumentar os juros em junho, embora a possibilidade não tenha sido descartada. Eles afirmaram que as projeções do BC para o crecimento do PIB e a inflação corriam o risco de um ajuste para baixo. Essa avaliação representa certa piora em comparação com a ata de março, quando foi dito que as projeções estavam "inclinadas um pouco para baixo".


Com isso, o cenário sobre o momento da alta de juros nos EUA segue nublado, o que favorece o fluxo de divisas para o mercado brasileiro.

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