Dólar alinha-se ao exterior e sobe 0,30%

A alta da moeda americana lá fora foi favorecida pela percepção de que a economia dos EUA se recupera bem

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

14 de maio de 2013 | 16h57

Apesar do início da sessão em baixa, o dólar passou a subir ante o real na tarde desta terça-feira, 14, alinhando-se ao movimento visto no exterior. A alta da moeda americana lá fora, em um dia de agenda relativamente esvaziada, foi favorecida pela percepção de que a economia dos Estados Unidos se recupera bem. A perspectiva de que a entrada de recursos, no Brasil, da megacaptação de US$ 11 bilhões da Petrobras pode demorar mais que o inicialmente previsto também foi citada como motivo para alta do dólar ante o real, após as baixas mais recentes.

Neste cenário, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,30% no balcão, cotado a R$ 2,0160. No mês, a moeda acumula valorização de 2,34% e, no ano, queda de 1,42%. Na cotação mínima desta terça-feira, verificada às 11h31, o dólar à vista marcou R$ 2,0040 (baixa de 0,30% ante o fechamento de segunda-feira) e, na máxima, às 15h13, atingiu R$ 2,0180 (avanço de 0,40%).

Perto das 16h40, no mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0250, em alta de 0,47%.

Pela manhã, o dólar recuava ante o real na contramão do exterior, ainda sob a influência da emissão da Petrobras, feita na segunda-feira e do fluxo diário positivo. À tarde, porém, a moeda passou a subir. Profissionais ouvidos pela reportagem destacaram que, com a economia americana em recuperação, aumenta a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) reduza seu programa de afrouxamento monetário. Isso tem se traduzido, nos últimos dias, na busca pela moeda americana.

O gerente de câmbio da Correparti Corretora, João Paulo de Gracia Corrêa, citou a presidente da Petrobras, Graça Foster, que falou à tarde com a imprensa, mas não esclareceu detalhes sobre a captação. "Já falei tudo o que podia e só posso dizer que o fechamento desta captação ocorre até o dia 20 deste mês", completou.

Para Corrêa, isso pode ter ajudado o dólar em relação ao real. "Ontem, muita gente estava esperando que o dinheiro não demorasse a entrar. E pode ser que a Petrobras prorrogue isso um pouco", disse.

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