Dólar amplia alta à tarde, sobe 0,56% e fecha a R$ 2,174

A busca por moeda cresceu depois de a cotação atingir R$ 2,149 na mínima do dia

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

18 de outubro de 2013 | 17h13

SÃO PAULO - Depois de entrar a tarde de hoje em leve alta, o dólar acelerou os ganhos ante o real, com participantes do mercado em busca de moeda. Como a cotação, de acordo com alguns profissionais, estava atraente, players aproveitaram para comprar dólares, tendo em vista compromissos e operações agendadas para o fim do mês. Nas mesas, circulavam comentários de uma possível saída forte de recursos na próxima semana. Além disso, uma operação de remessa ao exterior feita hoje por um único banco, para uma grande empresa brasileira, favoreceu a alta da moeda americana, embora o giro financeiro à vista tenha permanecido limitado.

No fim, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 0,56%, a R$ 2,1740. Na cotação mínima do dia, vista às 9h21, a moeda atingiu R$ 2,1490 (-0,60%) e, na máxima, verificada às 15h51, marcou R$ 2,1780 (+0,74%).

Pela manhã, o dólar abriu em baixa ante o real, em sintonia com a queda da moeda americana no exterior. Os dados de atividade divulgados na China, que vieram bons, e a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) iniciará a redução de seu programa de estímulos apenas em 2014 justificavam o viés de queda para o dólar.

No Brasil, a moeda chegou a ser cotada abaixo de R$ 2,15, o que atraiu participantes em busca da moeda americana. Além disso, o dólar mostrava certa recuperação ante outras divisas no exterior. Isso fez o dólar passar a subir ante o real, mas até o início da tarde a moeda apresentava ganhos moderados.

Após as 14h30, o dólar passou a renovar máximas, tendo chegado a se aproximar do patamar de R$ 2,18. Profissionais ouvidos pelo Broadcast disseram que o movimento esteve ligado à oportunidade de compra: como a cotação estava baixa, alguns participantes aproveitaram.

"Existem comentários de uma saída forte de dólares que ocorrerá na semana que vem. Uma instituição terá que mandar dinheiro lá para fora. Pode ser que essa instituição tenha aproveitado a cotação de hoje para começar a comprar moeda", comentou um profissional. Outra hipótese é de que parte do mercado tenha se antecipado a esta grande operação, comprando moeda agora para, quando houver a remessa esperada, vender com lucro.

"Sei que há uma operação para o fim do mês, uma operação grande. Mas é muito cedo para isso (começar a comprar dólares hoje)", ponderou outro operador da área de câmbio. "Mas é claro que, se (a instituição) achar interessante, pode começar a comprar (agora). Eu faria isso se tivesse compromisso", acrescentou.

Além desta busca por moeda, profissionais citaram que um banco teria feito hoje uma operação de remessa ao exterior, em nome de uma grande empresa brasileira. No entanto, o giro financeiro no dia não chegou a chamar a atenção, ficando abaixo de US$ 1 bilhão no mercado à vista, o que sugere que a remessa não envolveu valores tão altos.

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