Dólar aprofunda perdas após fala de Tombini

Presidente do Banco Central disse que reservas internacionais poderão ser usadas para frear desvalorização do real

Márcio Rodrigues, da Agência Estado, Texto atualizado às 16h05

13 de fevereiro de 2014 | 14h17

SÃO PAULO - O dólar acelerou o movimento de queda ante o real em um movimento que contribuiu para reduzir o avanço das taxas futuras de juros, inclusive com os vencimentos mais longos renovando mínimas e já indicando leve viés de baixa. Esse comportamento da moeda dos EUA começou a ganhar corpo no fim da manhã, em reação a declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Na mínima, registrada por volta de 15h58, o dólar chegou a R$ 2,4040, em queda de 0,78%.

Em entrevista à revista Exame, Tombini admitiu abertamente que "o colchão de liquidez do País (reservas internacionais de US$ 376,608 bilhões) pode ser usado para diminuir o impacto da desvalorização (do real) sobre a economia". Além disso, ele salientou que "o Banco Central vai ajustar seus instrumentos para trazer a inflação para baixo e mantê-la sob controle". "Mas dependemos do cenário externo", emendou.

De acordo com um profissional da área de câmbio, as palavras de Tombini limitam a valorização do dólar e podem indicar que o BC ficará incomodado com um nível maior para a moeda. E, vale destacar, um dólar mais fraco também ajuda no controle da inflação, o que não deixa de ser um instrumento para amenizar o avanço dos preços.

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