Dólar atinge a máxima com piora do cenário externo

O mercado doméstico de dólar à vista diminuiu, mas não interrompeu, como é habitual, os negócios durante o horário do almoço. Já tensos com o cenário político, os investidores viram suas incertezas aumentar ainda mais depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia divulgou seu índice de atividade industrial regional, que passou de 18,5 em agosto para -0,4 em setembro, muito abaixo da previsão média dos economistas, que era de 15,0. O resultado saiu às 13 horas e a reação no exterior foi imediata. As bolsas firmaram trajetória de queda, as taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) despencaram e os ativos emergentes também exibiram perdas acentuadas. Por volta das 14h30, o risco Brasil exibia queda de 14 pontos. Internamente, o dólar, que já mostrava alta superior a 0,5%, disparou, batendo máximas consecutivas. Na máxima, atingida quando a maioria dos operadores estava voltando às mesas, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 2,2183, com elevação de 1,92%, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Por volta das 14h40, o dólar valia R$ 2,208, em alta de 1,42%, sinalizando que o pico da tensão foi superado, mas que o ambiente ainda não se normalizou. No mercado interbancário, o dólar comercial era cotado a R$ 2,208, com valorização de 1,42%.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 14h45

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