Dólar atinge máximas de 4,5 anos frente ao iene

O dólar avança mais em relação a outras moedas principais, sustentado pela notícia de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, avalia como começar a desfazer sua política de estímulos. Em seu melhor momento, a divisa norte-americana chegou a avançar ao maior nível em 11 meses ante o dólar australiano, na sessão europeia, e a uma máxima em quatro anos e meio ante o iene, durante os negócios na Ásia. Com uma margem de flutuação limitada, o dólar está conseguindo também manter a maior parte dos fortes ganhos que acumulou recentemente frente ao euro e à libra.

Agencia Estado

13 de maio de 2013 | 09h29

Na sexta-feira, o Wall Street Journal publicou que autoridades do Fed mapearam uma estratégia para desacelerar o programa de US$ 85 bilhões em compras de bônus destinado a sustentar a recuperação da economia dos EUA. De acordo com o jornal, o plano é reduzir o montante de bônus comprados mensalmente em passos cuidadosos, variando as compras conforme a confiança no mercado de trabalho e na inflação evoluir. O momento de iniciar a desaceleração, porém, ainda está sendo debatido, diz o WSJ.

Poucos se surpreendem com o fato de o Fed estar estudando formas de sair da atual política, mas a reportagem ajudou a trazer o assunto à tona, segundo analistas.

Também pesou sobre o dólar da Austrália dados mais fracos que o esperado da China, tanto de produção industrial quanto de investimentos em ativos fixos.

O iene atingiu seu pior momento ante o dólar após uma reunião de ministros de Finanças e presidentes do banco central do G-7, concluída no sábado, não fazer menção às agressivas medidas de relaxamento monetário do Japão, que contribuíram para o enfraquecimento da moeda local.

Nesta manhã, os investidores aguardam o dado de vendas no varejo dos EUA, que sai às 9h30 (de Brasília). Analistas consultados pela Dow Jones estimam que as vendas com e sem carros recuaram 0,4% e 0,3%, respectivamente, em abril.

O mercado também vai acompanhar o encontro do Eurogrupo, formado por ministros de Finanças da zona do euro, que terá início às 10h (de Brasília).

Às 9h20 (de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,2971, em baixa ante US$ 1,2990 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York, mas subia para 132,07 ienes, de 132,03 ienes. Em relação a moeda japonesa, o dólar avançava para 101,83 ienes, de 101,64 ienes. A libra era cotada a US$ 1,5367, ante US$ 1,5374. O índice Wall Street Journal do dólar, que acompanha seu desempenho diante de uma cesta de moedas, estava em 74,69, ante 74,646 na sexta.

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