Dólar avança e renova máxima ante iene: maior desde 2008

O dólar subiu nesta quarta-feira, 22, ante seus principais rivais após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, sugerir que as ações para estimular a economia dos EUA podem começar a ser reduzidas em breve. A divisa norte-americana tocou o maior nível desde setembro de 2008 ante o iene.

Agencia Estado

22 de maio de 2013 | 19h09

No fim da tarde em Nova York o euro estava cotado a US$ 1,2855, de US$ 1,2907 no fim da tarde de terça-feira. A libra esterlina caía para US$ 1,5045, de US$ 1,5152. O dólar avançava para 103,14 ienes, de 102,50 ienes, enquanto o euro era negociado a 132,58 ienes, de 132,25 ienes. O franco suíço recuava para 1,265 euro, o menor nível em dois anos. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de moedas tinha alta para 75,889 pontos, de 75,399 pontos.

Durante uma audiência no Congresso, Bernanke alertou que um aperto prematuro na política monetária pode frear ou mesmo interromper a recuperação econômica, mas também disse que as compras de bônus podem ser reduzidas nos próximos meses se os indicadores assim permitirem. Ele disse que isso vai depender de uma melhora substancial nas projeções para o mercado de trabalho - que ainda está "frágil" - e para a inflação, que está "um pouco baixa demais", perto de 1%.

Colaborando para o nervosismo dos investidores, a ata da reunião de 30 de abril e 1º de maio do Fomc, divulgada nesta quarta-feira mostrou que "um número" de membros está aberto a reduzir as compras de bônus na reunião de junho, se existirem fortes evidências de um crescimento econômico sustentado.

"A data específica para a redução ou fim dos estímulos do Fed ainda é motivo de debate, mas a direção da discussão sobre a política monetária está claramente divergente entre os EUA e outros grandes países", comenta Jens Nordvig, diretor-gerente da Nomura Securities.

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve sua política monetária inalterada, mas a fala de Bernanke fez o dólar tocar o maior nível em mais de quatro anos e meio ante o iene. Na Suíça, o presidente do banco central, Thomas Jordan, disse que está aberto a enfraquecer a moeda local e estuda taxas de juros negativas se for necessário.

Já a libra foi pressionada pela queda acima do esperado nas vendas no varejo do Reino Unido em abril. A leitura fraca elevou as expectativas de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode adotar mais ações de relaxamento monetário para tentar estimular a economia. As informações são da Dow Jones.

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