Dólar avança na abertura com tensão externa

O dólar à vista abriu em alta no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,177. Porém a volatilidade deve ser a tônica dos negócios e não estão descartados momentos de queda. A abertura em elevação leva em conta, principalmente, acontecimentos externos. Os fatores de pressão do dólar para cima também são muitos e significativos. Nesta manhã, o risco País subia 4 pontos, apesar da queda dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Mas o mais importante é o fato de que o mercado doméstico vem observando, desde a semana passada, um movimento de retirada de fundos estrangeiros. Esses investidores estariam migrando para ativos internacionais, em busca de qualidade. É uma realização de recursos que tem como pano de fundo a preocupação com a inflação nos países desenvolvidos e ainda não foi possível mensurar o seu tamanho. Às 9h20, a moeda subia 1,87% (R$ 2,183) Porém, embora ainda mostre sinais de tensão, com as bolsas da Europa operando em queda significativa, o mercado internacional não demonstrou, na abertura desta segunda-feira, o mesmo nervosismo visto na sexta-feira passada. Nesta manhã, as taxas e juros dos títulos do Tesouro dos EUA exibiam queda, apesar de manterem níveis elevados (5,1785% o papel de 10 anos e 5,2841 o de 30 anos). Simultaneamente, o mercado observa o comportamento mais frouxo do Banco Central. Nos dois últimos pregões, perante a trajetória de alta firme do dólar no mercado doméstico (acumulado de 4,03%), reduziu drasticamente o volume de suas atuações no mercado à vista. Além disso, os operadores acreditam que a valorização recente da moeda norte-americana perante o real trará exportadores ao mercado. Também está sendo esperado ingresso de recursos de investidores estrangeiros interessados em participar da oferta pública de ações da Lupatech.

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