Dólar avança por indicadores bons nos EUA e Treasuries

O dólar avançou nesta quarta-feira, 24, ante seus principais rivais, impulsionado por indicadores positivos sobre a economia dos Estados Unidos e acompanhando a alta nos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. O movimento dos chamados Treasuries indica que os investidores estão se preparando para uma possível redução nos estímulos fornecidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Menos dinheiro sendo injetado na economia significa uma oferta menor de dólares, o que colabora para o fortalecimento da divisa.

Agencia Estado

24 de julho de 2013 | 19h08

No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,3201, de US$ 1,3226 no fim da tarde da véspera. O dólar avançava para 100,26 ienes, de 99,47 ienes; a moeda comum europeia subia a 132,30 ienes, de 131,54 ienes. A libra esterlina recuava para US$ 1,5309, de US$ 1,5376. O dólar tinha alta para 0,9376 franco suíço, de 0,9348 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, avançava para 74,559 pontos, de 74,188 pontos.

O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial dos EUA subiu para 53,2 em julho - o maior patamar em quatro meses -, de 51,9 em junho, segundo a leitura preliminar divulgada pela provedora de dados Markit. Enquanto isso, o Departamento do Comércio informou que as vendas de moradias novas subiram 8,3% em junho, na comparação com maio, para a média anualizada de 497 mil unidades, o maior volume desde maio de 2008. Em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas aumentaram 38,1%.

"Após alguns dias de fragilidade do dólar, os dados melhores do que o esperado hoje nos EUA foram um catalisador para os ganhos da moeda. A alta nos juros dos Treasuries também exerceu um papel importante", disse Brian Daingerfield, estrategista de câmbio do RBS. "Não temos uma grande notícia esta semana, então devemos observar oscilações erráticas no dólar e os leilões de títulos do Tesouro se tornarão mais importantes", acrescentou Richard Cochinos, estrategista do Citigroup.

No início da sessão na Europa, o euro chegou a tocar o nível mais alto em um mês ante o dólar, após a divulgação do PMI composto da zona do euro, que atingiu em julho o maior nível em 18 meses. Mesmo assim, a força do dólar acabou se sobressaindo. O iene, enquanto isso, foi pressionado pelo resultado da balança comercial do Japão, que registrou em junho um déficit comercial de US$ 10,4 bilhões, no 12º resultado mensal negativo consecutivo.

Enquanto isso, o dólar australiano caiu para US$ 0,9165, de US$ 0,9296 na véspera, pressionado pelo PMI industrial da China. A atividade industrial no país, que é o mais importante parceiro comercial da Austrália, caiu para o menor nível em 11 meses em julho. Fonte: Dow Jones Newswires.

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