Dólar cai 0,05% em dia de pouca oscilação no mercado

BC atua e moeda dos EUA no mercado à vista de balcão encerra a R$ 2,181

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

29 de outubro de 2013 | 16h45

Como vem ocorrendo nos últimos dias, o dólar à vista negociado no balcão oscilou nesta terça-feira, 29, em margens estreitas no Brasil, influenciado por fatores internos e externos. A rolagem pelo Banco Central (BC) de mais 20 mil contratos de swap que vencerão em 1º de novembro, o leilão diário de 10 mil contratos de swap e a expectativa que antecede a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) conduziram os negócios. Após subir pela manhã, o dólar fechou a R$ 2,1810 no balcão, em leve baixa de 0,05% - na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana sustentava ganhos ante divisas de outros países.

Na máxima do dia, atingiu R$ 2,185 (+0,14%) e, na mínima, marcou R$ 2,176 (-0,27%). No mercado futuro, o dólar para novembro registrava leve alta de 0,07%, a R$ 2,1825.

A tendência do dólar mudou com o leilão diário de swaps do BC (operação equivalente à venda de moeda no mercado futuro). Na operação, o BC vendeu 10 mil contratos, injetando US$ 496,3 milhões no sistema. No exterior, a divulgação de dados sobre a economia dos EUA, que vieram piores do que o esperado, reforçou a leitura de alguns profissionais de que o Fed deve esperar 2014 para desmontar seu programa de estímulos.

Neste cenário, o dólar atingiu as mínimas da sessão, com investidores à espera do quinto leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de novembro, realizado entre 14h30 e 14h40. Neste caso, o BC vendeu mais 20 mil contratos de swap, em um total de US$ 989,6 milhões.

"O principal fator para o dólar no Brasil não acompanhar o exterior é o ''efeito BC''", comentou um profissional. "A ''ração diária'' de moeda (pelos leilões de swap) e a rolagem dos contratos que vencerão, mesmo que não seja integral, têm impacto", acrescentou.

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