Dólar cai 0,18% na abertura, negociado a R$ 2,216

O mercado externo e doméstico está posicionado para ver corroborada, hoje, a sua aposta em alta de 0,25 ponto porcentual na taxa de juro dos EUA (o vai levar o juro básico para 5,25% ao ano) e para receber um comunicado que mantenha aberta a possibilidade de novos apertos na política monetária do país. Essa posição não deve ser alterada até as 15h15, horário marcado para a divulgação do resultado da reunião do Federal Reserve (banco central americano). Até lá, vários indicadores previstos na agenda do dia, serão divulgados. Por isso, embora não esperem mudanças significativas nas apostas do mercado, os especialistas não descartam volatilidade que possa atingir os negócios feitos no mercado interno de câmbio. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o primeiro negócio fechado hoje foi com o dólar em queda de 0,18%, cotado a R$ 2,216. Além da questão do juro nos EUA, o mercado doméstico de câmbio conta outros dois fatores a favor da volatilidade, na manhã de hoje. O mais significativo é a proximidade do vencimento dos contratos futuros de dólar de julho na BM&F, no próximo dia 1º, com liquidação com base na Ptax (taxa de referência do Banco Central) de amanhã. O movimento de rolagem de posições no mercado futuro, que já vem interferindo nas transações nos dois últimos dias, tende a intensificar-se. O segundo fator é a perspectiva de entrada de recursos que o mercado criou depois de duas operações corporativas: a oferta de ações do Banco do Brasil e o leilão de privatização ontem da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), arrematada por R$ 1,19 bilhão pela colombiana ISA.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 09h18

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