Dólar cai 0,59% e fecha cotado a R$ 2,35

Moeda operou em baixa ante o real durante boa parte da sessão, influenciado pela baixa de divisas emergentes diante de indicadores dos EUA e também por um fluxo de entrada de recursos no País

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

14 de março de 2014 | 16h57

Apesar da cautela externa em torno da Ucrânia, o dólar operou em baixa ante o real durante boa parte da sessão, influenciado pelo movimento de baixa de algumas divisas emergentes diante de indicadores dos EUA e também por um fluxo de entrada de recursos no País. Vale lembrar que, recentemente, a Petrobras e o Daycoval fizeram captações no exterior, enquanto o Marfrig reabriu a emissão de um bônus.

No âmbito internacional, dois dados ruins dos EUA concorrem para tirar a força do dólar ante diversas moedas. O índice de confiança do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan caiu para 79,9 em março, segundo dados preliminares, ante uma leitura final de 81,6 em fevereiro e previsão de analistas de 81,8. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do país recuou 0,1% em fevereiro ante janeiro, contrariando as expectativas de que subiria 0,2%. Tais indicadores voltam a trazer a leitura de que o Fed pode manter sua política monetária frouxa por mais algum tempo.

Nesse ambiente, o dólar à vista no balcão terminou com desvalorização de 0,59%, cotado a R$ 2,3510, na mínima da sessão. Perto de 16h30, o giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de aproximadamente US$ 1,452 bilhão. No mercado futuro, a moeda para abril recuava 0,59% no mesmo horário, a R$ 2,3620 e com movimento de cerca de US$ 15 bilhões.

Vale notar que, lá fora, a tensão em torno da Crimeia segue no radar. A região, que atualmente faz parte da Ucrânia, terá um referendo no domingo, para decidir sua anexação à Rússia. Hoje, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que o presidente russo, Vladimir Putin, só vai tomar uma decisão sobre o assunto após o resultado da consulta popular, mesmo assim, alertou que "haverá consequências" se "escolhas erradas forem feitas".

Entre os dados domésticos, o Banco Central anunciou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de janeiro, com alta de 1,26% ante dezembro do ano passado, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções (1,00%). Na comparação entres os meses de janeiro de 2014 e 2013, o avanço de 0,93%, sem ajuste, também superou a mediana das previsões (0,55%).

Tudo o que sabemos sobre:
câmbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.