Dólar cai 0,71% com pesquisa eleitoral e exterior e vai a R$ 2,248

Moeda acumulou valorização de 0,36% na semana, mas ainda recua 4,58% no ano

Márcio Rodrigues, Agência Estado

06 de junho de 2014 | 18h17

 A pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira, indicando chances maiores de segundo turno na eleições presidenciais, acabou atraindo algum fluxo de recursos e pressionando o dólar para baixo ante o real. Além disso, a divisa reage às medidas de estímulo anunciadas na quinta-feira pelo Banco Central Europeu (BCE), que podem aumentar a liquidez global.

Nesse ambiente, o dólar à vista no mercado de balcão encerrou o dia com baixa de 0,71%, cotado a R$ 2,2480. Na semana, acumulou valorização de 0,36%, mas ainda cai 4,58% no ano. Por volta de 16h30, o giro financeiro na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 984,7 milhões. No mercado futuro, o dólar para julho cedia 0,61%, a R$ 2,2625.

Os mercados já abriram com a pesquisa divulgada pela Datafolha em suas telas. O levantamento mostrou recuo nas intenções de voto para os três principais candidatos à Presidência, mas a presidente Dilma Rousseff (PT) foi a que mais caiu, de 37% das intenções de voto em maio para 34% neste início de junho. O pré-candidato do PSDB, o senador Aécio Neves, oscilou de 20% para 19%, enquanto Eduardo Campos, do PSB, caiu de 11% para 7%. Com a soma dos demais candidatos, as chances de segundo turno ganharam força.

E nessa eventual disputa, Dilma ganharia de Aécio com 46% contra 38%. Em maio, o placar era de 47% da petista contra 36% do tucano. Quando o adversário é o pessebista Eduardo Campos, Dilma venceria por 47% contra 32%. Em maio, esse cenário apontava 49% para a atual presidente contra 32% do ex-governador de Pernambuco.

Hoje, o Banco Central vendeu os 4 mil contratos de swap cambial ofertados, distribuídos nos dois vencimentos. O valor total da venda foi de US$ 198,8 milhões. A autoridade monetária também vendeu 10 mil contratos de swap na operação de rolagem de títulos que vencem em 1º de julho de 2014. O valor total da operação foi de US$ 495,5 milhões.

Enquanto isso, no exterior, o relatório de emprego de maio nos Estados Unidos mostrou um número de criação de vagas de 217 mil, maior do que as 210 mil esperadas. A taxa de desemprego ficou estável, em 6,3%, enquanto o mercado esperava elevação para 6,4%. Embora esses dados indiquem um segundo trimestre melhor do que o primeiro, quando o PIB teve contração de 1,0%, a expectativa não mudou em relação ao ritmo de cortes de estímulos pelo Fed. E isso também acaba amparando o viés de baixa para o dólar.

Segundo alguns profissionais consultados pelo Broadcast, a forte valorização da Bovespa e a queda expressiva dos juros futuros de longo prazo sinalizam um fluxo positivo de recursos ao País, aprofundando ainda mais a baixa do dólar.

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