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Dólar cai 1,39% e fecha abaixo de R$ 3

Moeda reagiu a dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, que reforçaram as apostas de uma alta do juro pelo Fed só em setembro, e encerrou a semana cotada a R$ 2,982

André Ítalo Rocha e Luciana Antonello Xavier, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 11h53

Atualizado às 16h40

O dólar fechou a primeira semana de maio em baixa, reagindo a dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. A moeda americana caiu 1,39% nesta sexta-feira, 8, e terminou a R$ 2,982. Foi a quarta queda consecutiva da cotação da moeda.

Os EUA criaram 223 mil empregos em abril, abaixo da estimativa de geração de 228 mil vagas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 5,4%, como previsto, de 5,5% no mês anterior. Além disso, a criação de empregos em março foi revisada para 85 mil, de 126 mil.

Os dados reduziram ainda mais a chance de uma elevação dos juros básicos do país na reunião de junho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e elevaram as apostas para o encontro de setembro. Esta é a interpretação de analistas de mercado que acompanham a economia norte-americana.

"A mensagem geral é de que o mercado de trabalho melhorou, depois de uma 'pausa' em março. Com isso, nossa aposta de retomada da alta dos juros permanece em setembro", disseram os analistas do banco BNP Paribas. "Os dados dão mais confiança para os dirigentes do Fed entenderem que a economia segue resistente à queda do petróleo e à alta do dólar", acrescentaram.

Apesar disso, uma mudança em junho não está totalmente descartada, afirmaram John Ryding e Conrad DeQuadros, da RDQ Economics. Eles lembram que a taxa de desemprego caiu para 5,4% em abril, de 5,5% em março, e se aproximou ainda mais da meta do banco central, de algo entre 5,1% e 5,2%. No entanto, admitem que o cenário segue mais favorável para setembro, em razão de um "resultado sólido, porém não espetacular" dos dados de emprego.

O economista Jason Schenker, presidente da Prestige Economics, defende que "o mercado de trabalho dos EUA está melhorando gradualmente" e espera que este ritmo se mantenha por pelo menos mais 24 meses. "O relatório de hoje é bom o suficiente para se sentir bem sobre a economia, mas não é bom o suficiente para esperar uma alta dos juros em junho", acrescentou.

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