Dólar cai a R$ 1,56 com otimismo sobre ajuda à Grécia

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 1,5601, com recuo de 0,41%

Silvana Rocha, da Agência Estado ,

20 de julho de 2011 | 17h20

O dólar manteve-se em baixa hoje, furou momentaneamente à tarde o piso informal de R$ 1,56, caindo até a mínima de R$ 1,559 no mercado interbancário à vista. No fechamento dos negócios, a moeda americana foi reconduzida para R$ 1,56, em queda de 0,45%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 1,5601, com recuo de 0,41%. O euro comercial subiu 0,23% para R$ 2,219.

O declínio das cotações do dólar atraiu demanda no mercado, como de importadores e também do Banco Central por meio do seu leilão diário de compra. A taxa de corte no leilão ficou em R$ 1,5599 por dólar. O mercado de câmbio local foi pressionado pela sustentação do euro acima de US$ 1,42 à tarde em meio ao otimismo com um acordo sobre a dívida da Grécia na cúpula da zona do euro amanhã, disse o economista Alfredo Barbutti, da Liquidez Corretora. Depois de cair no começo do dia, o euro ganhou força após relatos da imprensa de que autoridades europeias estão considerando usar linhas de crédito preventivas para impedir uma disseminação da crise da Grécia para outros países. Outra opção seria usar fundos da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para recapitalizar os bancos. Com isso, o euro superou o nível de US$ 1,42, o "yield" (retorno ao investidor) dos bônus da Itália e da Espanha caíram e as bolsas europeias fecharam com firmes altas.

Porém, ainda há riscos à frente, já que a reunião preparatória que antecederá a cúpula foi adiada de hoje para amanhã, antes do início da reunião de líderes. Ainda hoje, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, se encontrarão em Berlim.

O dólar também se enfraqueceu nesta quarta-feira diante do impasse nas negociações sobre o plano de corte de gastos e de aumento do teto de endividamento dos EUA e dos números piores do que o esperado sobre vendas de imóveis residenciais usados no país.

Quanto ao esperado aumento da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual hoje à noite, para 12,5% ao ano, o mercado já embutiu essa expectativa no preço do dólar, disse Barbutti, destacando a curiosidade dos agentes financeiros pelo teor do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A taxa Selic é o juro básico de referência da economia brasileira.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou hoje o fluxo cambial positivo registrado em julho até o dia 15. Segundo ele, o fluxo está regular e contido. "Aumentou num dia para se ajustar a uma norma que o Banco Central passou a exigir, que diminuiu o nível de exposição do bancos. Aí, os bancos tiveram que captar mais para se adequar à norma", explicou o ministro em sua primeira entrevista à imprensa após retornar das férias. "Tanto é verdade que não há alteração na cotação do câmbio", reforçou Mantega.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, a cotação do dólar caiu 1,37% hoje para R$ 1,657 na ponta de venda e R$ 1,513 na compra. O euro turismo cedeu 0,85% para R$ 2,337 na venda e R$ 2,187 na compra.

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