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Dólar cai a R$ 1,715 com fluxo positivo e exterior

No mês a divisa acumula queda de 2,33% e no ano, -1,61%

Rosangela Dolis, da Agência Estado,

21 de setembro de 2010 | 17h17

Fluxo positivo e aprofundamento da queda do dólar no mercado externo, após o Federal Reserve (o Fed, banco central norte-americano) sinalizar que poderá adotar novas medidas para estimular a economia norte-americana no futuro, determinaram uma rápida desvalorização do dólar ante o real no meio da tarde.

O dólar comercial fechou perto da mínima do dia, em queda de 0,81%, a R$ 1,715 no mercado interbancário de câmbio, a despeito de este ter sido o primeiro dia após o governo anunciar que está pronto para usar o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para comprar a moeda norte-americana e controlar a valorização do real. No mês a divisa acumula queda de 2,33% e no ano, -1,61%. Na BM&F, o dólar pronto caiu hoje 0,45%, para R$ 1,7215. O euro comercial registrou alta de 0,62% a R$ 2,27.

O FSB, avaliam os agentes, não estreou no mercado de câmbio, e a oferta de dólares se ampliou à tarde, apesar de o Banco Central ter voltado às compras em um segundo leilão no dia, como tem feito desde 8 de setembro.

O fluxo positivo foi evidenciado não só pelo aumento da oferta nas mesas de câmbio, mas também por estatísticas divulgadas hoje pelo próprio Banco Central. A partir desses dados, o mercado calculou que a entrada líquida de dólares no Brasil, somente na semana passada, foi de US$ 9 bilhões, diferença entre o fluxo cambial em setembro até o dia 17, positivo em US$ 11,135 bilhões, e o fluxo cambial em setembro até o dia 10, positivo em US$ 2,114 bilhões.

No exterior, o dólar ampliou a queda ante o euro à tarde, seguindo o otimismo momentâneo das bolsas de valores após o Fed afirmar que está se tornando preocupado sobre a perspectiva para o crescimento dos EUA, sinalizando que poderá adotar novas medidas para estimular a economia norte-americana no futuro.

O BC realizou dois leilões de compra da divisa norte-americana. No primeiro leilão do dia, entre 12h18 e 12h23, definiu taxa de corte de R$ 1,7297. O BC chamou o segundo leilão para o intervalo entre 15h53 às 15h58, com o dólar na máxima até aquele momento, de R$ 1,7190, em baixa de 0,58% - a taxa de corte foi a R$ 1,7182. Enfraquecido pela queda no exterior, o dólar caiu para patamares ainda inferiores após a intervenção.

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