ADEK BERRY/AFP
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Dólar fecha abaixo de R$ 3,30 e Bolsa tem 5ª alta consecutiva

Bom humor no exterior e alta das commodities influenciaram movimento; Bovespa ultrapassou os 54 mil pontos e acumula alta de 5,3% em julho

Lucia Xavier, Célia Froufe, Ana Luísa Westphalen, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2016 | 11h18

Os mercados locais espelharam nesta terça-feira, 12, o tom positivo visto nas praças financeiras internacionais diante da expectativa de estímulos monetários vindos do Banco do Japão (BoJ) e em meio à forte alta do petróleo. As bolsas internacionais também foram influenciadas por outros bancos centrais como o Banco da Inglaterra (BoE), que pode anunciar corte de juros nesta semana. Em meio a esse cenário, a Bovespa fechou em alta de 0,55%, aos 54.256,40 pontos, e teve seu quinto dia seguido de alta. A Bolsa atingiu seu maior patamar desde 28 de abril.

O dólar, por sua vez, recuou 0,41%, sendo cotado a R$3,2943. Nem mesmo a venda de 10 mil contratos de swap cambial reverso pelo Banco Central, por volta das 9h40, provocou grandes alterações. O valor da venda foi de US$ 500 milhões e a data de início dos contratos é 13 de julho. O mercado espera nova ação da autoridade monetária na sessão desta quarta-feira, 13.

Esta foi a sétima intervenção realizada na gestão do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, que assumiu o cargo no dia 13 de junho. No mês passado, o dólar apresentou queda de 11%, cotado a R$ 3,2105, e Goldfajn informou que aproveitaria janelas de oportunidade para reduzir seu estoque de swap cambial. Desde então, contando com o leilão de hoje, o BC fez sete intervenções no mercado (dias 1º, 4, 5, 6, 7, 11 e hoje) no valor total de R$ 3,5 bilhões.

Nos minutos finais, a moeda americana reduziu perdas ante o real em um movimento de busca de proteção antes da votação que deve definir o novo presidente da Câmara dos Deputados.

Bolsa. A franca recuperação das commodities como petróleo e minério de ferro impulsionou os papéis de Petrobrás - que fecharam em alta de 3,10% (ON) e 2,80% (PN) - e Vale (+4,92% ON e +3,48% PNA). O otimismo dos investidores também está relacionado às mudanças no Reino Unido, onde o atual premiê, David Cameron, deve entregar o posto à atual ministra do Interior, Theresa May, já amanhã. Ela vai liderar as negociações entre Londres e Bruxelas para a saída da União Europeia.

A Bovespa, que chegou a avançar 1,46% pela manhã, perdeu o fôlego no fim do pregão com investidores vendendo ações de grandes bancos para realizar lucros. Assim, a alta do Ibovespa só não foi maior porque as ações de bancos abandonaram as altas e passaram a cair no período da tarde. Foram lideradas por Santander Brasil Unit (-2,61%), Itaúsa PN (-1,54%), Banco do Brasil ON (-1,28%) e Itaú Unibanco PN (-0,84%). O volume de negócios totalizou R$ 7,18 bilhões, acima da méda diária de julho, que está em R$ 5,712 bilhões.

Com menor peso na composição da carteira, as ações do setor siderúrgico foram as que lideraram as altas do Ibovespa. Os papéis também influenciados pela valorização das commodities, refletindo apostas em uma melhora das economias em geral. As ações preferenciais da metalúrgica e da siderúrgica Gerdau foram as maiores alta do índice, com 7,11% e 5,90%. CSN ON (+4,70%) também esteve na lista.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 5,30% em julho e de 25,16% no acumulado de 2016. Em dólares, o índice apresenta valorização de 50,45% no acumulado do ano, evidenciando fortes ganhos do investidor estrangeiro. O saldo de recursos externos na Bolsa em 2016 está positivo em R$ 13,825 bilhões até o último dia 8.

Fora do Ibovespa, o principal destaque ficou com as ações da Gol (PN), que subiram 18,73% após o anúncio de que a Qatar Airways pretende assumir fatia de até 10% na Latam Airlines. A notícia alimentou expectativas de novas aquisições no setor, e por isso impulsionou Gol e outros papéis de aéreas pelo mundo. Além disso, a ação respondeu positivamente também à expectativa de fixação de teto de 12% para a alíquota de ICMS sobre a querosene de aviação, aprovada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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