Dólar cai ante iene, mas sobe em relação ao euro

O dólar caiu ante o iene, mas avançou em relação ao euro nesta quinta-feira, 12, enquanto os investidores digerem dados recentes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e a possível mudança na política de estímulos monetários do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião da próxima semana.

Agencia Estado

12 de setembro de 2013 | 19h13

No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,3299, de US$ 1,3313 no fim da tarde da véspera. O dólar recuava para 99,55 ienes, de 99,88 ienes; enquanto a moeda comum europeia tinha queda para 132,40 ienes, de 132,96 ienes. A libra esterlina declinava para US$ 1,5805, de US$ 1,5821. O dólar tinha leve retração para 0,9305 franco suíço, de 0,9306 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a divisa norte-americana ante uma cesta de rivais, subia para 73,813 pontos, de 73,794 pontos.

A maioria dos economistas ouvidos em pesquisa do Wall Street Journal prevê que o Fed anunciará na próxima semana uma redução no ritmo de compras de bônus. Dos 47 economistas que responderam ao levantamento, 31, ou 66%, disseram acreditar que o anúncio do início da redução do chamado relaxamento quantitativo da política monetária será feito ao fim da reunião da próxima semana, com um corte de US$ 15 bilhões nas compras.

Entre os indicadores econômicos divulgados, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 31 mil na semana passada, para 292 mil. O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de 330 mil. Embora os números tenham vindo melhores do que o esperado, o governo alertou que a queda foi provocada pela falta de dados de dois Estados. Assim, o dado deu margem para diferentes interpretações.

O governo também informou que teve déficit orçamentário de US$ 148 bilhões em agosto. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam déficit de US$ 146 bilhões. Em agosto do ano passado, o déficit havia sido de US$ 190,5 bilhões. Nos 11 primeiros meses do ano fiscal 2013 (iniciado em outubro do ano passado), o déficit é de US$ 755,3 bilhões, uma queda de 35% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Com esses resultados, os EUA caminham para registrar o menor déficit orçamentário desde 2008.

"O mercado está começando a digerir a ideia de que talvez o Fed, embora reduza os estímulos, também introduza algum outro conceito para acalmar os mercados", disse Shahab Jalinoos, estrategista de câmbio do UBS. Mesmo assim, analistas dizem que a tendência é de alta do dólar no longo prazo, com a redução nos estímulos monetários nos EUA. "Nós esperamos que o Fed comece a alterar sua política em breve e mantemos um viés de alta do dólar este ano", afirmou Nick Bennenbroek, diretor de estratégia cambial do Wells Fargo.

A queda do euro foi provocada pela inesperada retração na produção industrial da zona do euro em julho. A produção caiu 1,5% ante junho, a maior queda mensal desde setembro de 2012, segundo dados da agência oficial de estatísticas da União Europeia, Eurostat. Economistas consultados pela Dow Jones haviam previsto uma alta de 0,1% no mês.

No Reino Unido, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) disse que, embora a economia do país esteja melhorando, o banco central continua comprometido com sua promessa de não elevar os juros até que o desemprego caia abaixo de 7%, e desde que a inflação continue sob controle. Fonte: Dow Jones Newswires.

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