Após dia de forte oscilação, dólar e Bolsa fecham com leve alta

Mercado reagiu ao anúncio de meta fiscal de 2018 e também ao cenário externo; ofensiva americana contra a Síria fez subir os preços do petróleo, e relatório de emprego nos EUA decepcionou analistas

Paula Dias, Broadcast

07 de abril de 2017 | 10h32

Após muita oscilação, a Bolsa terminou o dia com pequena alta de 0,58%, a 64.593,10 pontos. Uma das razões foi a divulgação da nova meta fiscal para 2018, que vê um rombo de R$ 129 bilhões nas contas do governo. Já o dólar, que começou o dia em baixa por conta do avanço dos preços do petróleo no exterior e da frustração dos agentes com dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, também mudou de direção e passou a subir, fechando a R$3,14 (+0,05%). 

O ano de 2018 será o quinto em que a União fecha com as contas no vermelho. A revisão para um déficit maior era considerada necessária para garantir credibilidade à política fiscal diante do cenário menos favorável de receitas do que o estimado inicialmente. Quando a meta indicativa de déficit em 2018 foi divulgada, em julho de 2016, a previsão de crescimento era de 1,6% neste ano. Atualmente, o governo espera alta de 0,5% este ano e de 2,5% no ano que vem.

Os mercados de renda fixa e variável não chegaram a esboçar uma reação tão clara quanto o dólar à notícia da equipe econômica. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) se afastaram das mínimas do dia, mas continuam com viés de baixa. No horário acima, o DI para liquidação em janeiro de 2019 tinha taxa de 9,51%, ante 9,55% do ajuste de ontem. O vencimento de janeiro de 2021 projetava 9,93%, ante 10,00%.

No mercado doméstico, investidores ainda lidam com incertezas quanto à aprovação da reforma da Previdência no Congresso tal como proposta pelo governo. O Placar da Previdência do Estadão, que mostra em tempo real como deve votar cada deputado, aponta que a maioria dos parlamentares é contrário à reforma.

Cenário externo. O mercado financeiro também reagiu à divulgação, mais cedo, do relatório sobre o mercado de trabalho nos EUA (payroll), que mostrou criação de empregos bem abaixo do esperado, diminuindo as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apertar os juros mais do que o esperado.

Além disso, ofensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Síriainfluenciou os preços do petróleo que, por sua vez, beneficiaram países exportadores da commodity. 

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