Epitácio Pessoa/Estadão
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Dólar cai a R$ 3,473 após China desvalorizar a moeda e Moody's rebaixar nota do Brasil

Moeda americana fechou em baixa de 0,77%, refletindo o alívio dos investidores no Brasil com a perspectiva de que o País não perderá o grau de investimento; dúvidas aumentam sobre a alta dos juros nos EUA com a desvalorização da moeda chinesa

Cláudia Violante, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 10h05

(Texto atualizado às 16h45)

O dólar só repercutiu hoje o relatório da Moody's sobre o rating brasileiro e reagiu em baixa, movimento incentivado ainda por mais um dia de perdas do yuan ante o dólar - e seus efeitos sobre o aperto monetário norte-americano - e também por um clima mais ameno na seara política nacional. Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 1,45%, negociada a R$ 3,50.

O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,77%, a R$ 3,4730. Na mínima, marcou R$ 3,4460 e, na máxima, R$ 3,5020. No mês, acumula alta de 1,64% e, no ano, de 30,81%. 

A Moody's veio a público com o relatório em que rebaixou a nota brasileira para Baa3 após o dólar já ter encerrado os negócios no balcão - a repercussão se concentrou no mercado futuro, que teve um recuo mais contido hoje. Apesar de a nota ter piorado, os agentes 'gostaram' do fato de o outlook ter virado estável - e não mais negativo, sinalizando outro corte da nota em breve. 

A decisão da agência aponta que não há a intenção de rebaixar novamente a nota do Brasil, a menos que haja imprevistos, como afirmou o vice-presidente da Moody's, Mauro Leos.

Esse cenário trouxe um viés de baixa que ganhou força após o yuan ter fechado em queda de 1,6% ante o dólar, um dia depois de o BC central ter promovido uma desvalorização de 1,9% na sessão de ontem. A nova queda da moeda fez crescer a expectativa de que o Federal Reserve poderá esperar um pouco mais para iniciar o aperto de juros no país.

Ainda contribuiu com o movimento de queda o desempenho do fluxo cambial, que voltou a ficar positivo na semana encerrada em 7 de agosto. O resultado foi de +US$ 927 milhões, depois de ter fechado julho em -US$ 3,935 bilhões. Apenas na semana de 27 a 31 de julho, o resultado havia sido negativo em US$ 1,598 bilhão.

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