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Dólar cai com dados dos Estados Unidos e fecha cotado a R$ 2,996

Mercado brasileiro acompanhou a orientação da moeda no exterior, após números voltarem a mostrar fragilidade na recuperação econômica dos Estados Unidos; Bovespa teve alta de 0,5%

Clarissa Mangueira, Agência Estado

14 Maio 2015 | 11h41

Texto atualizado às 17h15

SÃO PAULO -O dólar fechou com baixa consistente em relação ao real, abaixo do nível dos R$ 3 pela primeira vez em maio, alinhado ao recuo registrado ante outras divisas internacionais. A queda da moeda no exterior refletiu principalmente os dados da inflação ao produtor dos EUA, que alimentaram as expectativas sobre um adiamento do início do aperto monetário no país. 

No fim do dia, o dólar à vista caiu 1,41%, aos R$ 2,9960. O volume de negócios totalizava US$ 1,204 bilhões, por volta das 16h50. No mercado futuro, o dólar para junho recuava 1,60%, a US$ 3,0090.

A moeda iniciou o dia em queda, influenciada pelo fraco desempenho no exterior após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA. O PPI caiu 0,4% em abril ante março, contrariando a previsão de alta de 0,1%, em um sinal de que a inflação continua fraca no país, o que reduz as chances de o Federal Reserve reduzir os juros no curto prazo.

As incertezas em torno do início do ciclo de alta dos juros no país tem deixado o mercado de câmbio doméstico mais vendedor do que comprador nas últimas semanas, destacaram operadores.

Apesar da divulgação de dados fracos de vendas varejistas no Brasil, o mercado continuou voltado para o movimento no exterior. As vendas no varejo restrito caíram 0,9% em março ante fevereiro, dentro do intervalo das estimativas (-1,80% a +0,30%), mas mais que a mediana das previsões (-0,40%). Na comparação com março de 2014, as vendas do varejo subiram 0,4% em março, dentro das previsões (-1% a +2,8%), mas também abaixo da mediana (+1,35%).

Bolsa. O Ibovespa - principal índice acionário do mercado - fechou em alta de 0,5%, a 56.656 pontos. As ações da Vale ON caíram 1,25%, já os papéis da Petrobrás recuaram 0,74% (ON) e 0,57% (PN), com investidores se posicionando antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre da estatal, que será nesta sexta-feira.

Os investidores domésticos também avaliam a votação da MP 664 ontem na Câmara, que resultou na aprovação do texto-base, mas com emendas que representaram derrotas para o governo, como a que flexibiliza o fator previdenciário, além da retirada de um artigo que visava a alterar as regras de concessão do auxílio-doença. 

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