Dólar cai com medida da China para incentivar economia

Corte de compulsório no país asiático representa incremento importante nas exportações brasileiras de matérias-primas

Cristina Canas, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 11h00

A China injetou combustível nos mercados financeiros globais, com o anúncio de um corte nos compulsórios dos bancos. Internamente, a informação intensifica a queda do dólar comercial, que às 10h55 recuava 0,98% a R$ 1,8280.

Imediatamente após a notícia chinesa, o comportamento dos ativos de risco saiu do terreno das perdas onde operava em função da frustração com o resultado da reunião de ontem dos Eurogrupo e temores sobre o anuncio da S&P de que revisará o rating de 37 bancos mundiais e passou aos ganhos. As bolsas não só abandonaram o sinal negativo como mostravam altas significativas há pouco.

Às 10h40, o índice alemão subia 1,51%, a bolsa de Paris avançava 0,85% e Londres computava aumento de 0,78%. Simultaneamente, o euro saiu do nível de US$ 1,32 para retomar US$ 1,33, onde operou ontem.

Por aqui, a manhã é de definição da ptax que honrará os contratos de derivativos cambiais que vencem amanhã. O mercado também observa o anúncio das definições de ontem do CMN, que ocorreu há pouco e analisa as declarações do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que anunciou medidas de incentivo ao crédito, que podem mexer com perspectivas econômicas e negócios. Para o início da noite, está previsto o desfecho do encontro do Copom e, como o mercado aposta majoritariamente em corte de 0,5 ponto porcentual na Selic, isso não deve influenciar muito.

A queda do dólar mais acentuada aqui explica-se exatamente pela decisão chinesa. O corte de compulsório é um incentivo à economia e maior atividade no gigante asiático representa incremento importante nas exportações brasileiras de matérias-primas, com reflexo no total da economia brasileira.

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