Dólar cai com revisão no PIB dos Estados Unidos

Moeda norte-americana recuava  0,04%, a R$ 2,2320, às 9h32, com investidor à espera da segunda estimativa do PIB do 1º trimestre

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de maio de 2014 | 09h44

O dólar ante o real abriu com leve queda, acompanhando o desempenho negativo da moeda norte-americana no exterior em meio à espera da segunda estimativa do PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos. Paralelamente, os bancos tendem a pressionar as cotações para baixo, uma vez que a queda de preço lhes favorece na rolagem de contratos de derivativos cambiais.

Às 9h32, o dólar à vista no balcão caía 0,04%, a R$ 2,2320. Na BM&FBovespa, o dólar para junho recuava 0,04%, a R$ 2,2340. A primeira revisão do PIB dos EUA no primeiro trimestre mostrou contração a uma taxa anualizada de 1,0%, contra alta de 0,1% na leitura preliminar e expectativa de -0,6%.

A agenda doméstica também é pesada e tem potencial para mexer com os negócios. Depois do IGP-M de maio mostrar deflação de 0,13%, maior do que a taxa de -0,04% da mediana das estimativas, haverá a divulgação do resultado primário do governo central e a nota sobre as operações de crédito - ambos referentes ao mês passado.

Independentemente desses fatores macroeconômicos, o mercado de câmbio estará sujeito a pressões técnicas de fim de mês. Além das especulações sobre possível mudança pelo Banco Central no programa de leilões diários de swap cambial a partir de 1º de julho, os agentes financeiros posicionados no mercado de derivativos cambiais vão se concentrar na disputa pela formação da Ptax.

O Banco Central informou na quarta-feira, 28, que houve mais saídas do que entrada de dólares no país em maio até o dia 23. O saldo negativo ficou em US$ 1,476 bilhão. Se ao final de maio o déficit se confirmar, será o segundo mês do ano com saldo negativo. Em fevereiro, o saldo negativo ficou em US$ 1,856 bilhão. Neste mês até o dia 23, tanto o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) quanto o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registraram saldos negativos, de US$ 506 milhões e US$ 970 milhões, respectivamente. De janeiro a 23 de maio, o saldo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,365 bilhões, com a conta comercial positiva em US$ 2,234 bilhões e a financeiro, em US$ 1,131 bilhão.

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