Rodrigo Abd/AP
Rodrigo Abd/AP

Dólar cai e vai a R$ 3,42; Bolsa tem leve alta

Possibilidade de adiamento do referendo no Reino Unido alivia a tensão nos mercados financeiros nesta sexta-feira

Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2016 | 10h52

SÃO PAULO -  O dólar manteve a queda de 1% ante o real no mercado à vista, enquanto a Bovespa continuou a oscilar em alta, embora não tenha recuperado o patamar dos 50 mil pontos, na última hora. Os movimentos seguem conduzidos pelo ambiente mais propício aos negócios no exterior, diante da expectativa de que pode ser postergada a votação no Reino Unido sobre a saída ou não da União Europeia. A discussão ganhou força com a morte da parlamentar britânica e defensora da permanência no bloco europeu, Jo Cox.

O ânimo mais positivo dos investidores se evidenciou com o fechamento em alta das bolsas europeias, o fortalecimento dos preços do petróleo e a queda do dólar entre moedas de mercados emergentes e ligadas a commodities. O Dollar Index (DXY), constituído de moedas de países desenvolvidos, como o euro e o iene, recuava 0,35% no início da tarde. Por volta das 13h30, o dólar à vista caía 1,05%, aos R$ 3,4290. O Ibovespa, por sua vez, avançava 0,42%, aos 49.603,77 pontos. 

No Reino Unido, as campanhas em torno do chamado Brexit seguem suspensas. As investigações sobre a morte da parlamentar continuam. O temor é o de que o ataque que resultou na morte dela tenha relação com a política. Há ainda a leitura entre especialistas de que a comoção sobre a tragédia se traduza em apoio à permanência na UE, principalmente entre indecisos.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu que os eleitores do Reino Unido votem para continuar na União Europeia, ao ressaltar os benefícios econômicos para o país por sua participação no bloco.

Em Viena, Lagarde notou que o FMI já advertiu sobre os custos econômicos envolvidos em deixar a UE. Mas, em um discurso sobre o estado da Europa, a ex-ministra das Finanças da França enfatizou os ganhos obtidos por alguns dos 28 membros do bloco. "O pertencimento à UE tornou o Reino Unido um país mais rico, mas também fez dele um país mais diverso, mais empolgante e criativo", discursou Lagarde.

Com o cenário externo pesando nos mercados, foi deixado de lado o noticiário nacional. Há pouco, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, negou que o País repetiria em 2017 o déficit primário de R$ 170,5 bilhões previstos para este ano. De acordo com Mansueto, a estimativa de resultado para o ano que vem será divulgado, possivelmente, nas próximas semanas.

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