REUTERS/Maxim Zmeyev
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Dólar cai e fecha cotado a R$ 2,70 depois de terça-feira conturbada

Moeda americana interrompeu cinco sessões seguidas de valorização no Brasil; depois de tombar na véspera, rublo se recuperou e subiu

O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 10h07


Atualizado às 17h33

O dólar tentou dar continuidade nesta quarta-feira aos ganhos acumulados nas últimas cinco sessões, de 5,62%. Abriu em alta, acompanhando o comportamento externo da moeda, influenciado pela queda do petróleo e pela expectativa com o resultado do encontro de política monetária do Fomc. As declarações do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que as medidas a serem adotadas devem estancar e reduzir gastos e aumentar impostos também contribuíram para o movimento altista.

Essa trajetória, no entanto, foi interrompida com o passar das horas em razão das medidas anunciadas pela Rússia para o setor financeiro, que levaram o dólar a cair 7,5% ante o rublo. Na véspera, o movimento foi inverso e o rublo chegou a tombar 30% em relação à moeda americana.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira em baixa de 1,42%, a R$ 2,7020, depois de ter terminado no patamar de R$ 2,7410 na véspera, maior preço desde março de 2005. Na mínima do dia, marcou R$ 2,69 (-1,86%) e, na máxima, R$ 2,7510 (+0,36%). 

Depois do tombo recente do rublo, o BC do país decidiu flexibilizar a regulamentação para os bancos na tentativa de estabilizar o sistema financeiro nacional. O objetivo é impedir que a população entre em pânico e passe a correr para fazer saques nos bancos, o que quebraria o sistema. Entre outras coisas, o Banco Central da Rússia pretende elevar a liquidez de moeda estrangeira no sistema por meio de empréstimos garantidos por ativos 'de fora do mercado' e garantidos por empréstimos em moeda estrangeira. 

O movimento de valorização aconteceu na maioria das moedas emergentes, como o real brasileiro, influenciado ainda pelos dois leilões de linha (venda de moeda com compromisso de recompra) feito pelo Banco Central nesta tarde.

Ontem, o presidente do BC, Alexandre Tombini, confirmou que a autoridade monetária manterá o programa de swap, com oferta diária entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões, a ser definida nos próximos dias. O resultado do encontro do Fomc, hoje, será levado em consideração para a resolução do futuro do programa que fornece dólares ao mercado. 

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