Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Após pedido de recuperação, ações da Oi despencam

Um dia após o maior pedido de recuperação da história, ação PN da operadora desabou 18,18% e a ON, 8,73%; dólar subiu e fechou a R$ 3,41

Álvaro Campos e Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2016 | 09h35
Atualizado 21 Junho 2016 | 18h38

SÃO PAULO - As ações da Oi, quarta maior operadora de telefonia do País, fecharam em forte queda nesta terça-feira, 21, um dia após a companhia pedir recuperação judicial. Os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) encerraram com recuo de 18,18% (a R$ 0,81), enquanto os ordinários (ON, com direito a voto) caíram 8,73% (R$ 1,15). A negociação das ações chegou a ser suspensa durante o pregão.

A operadora tentou, nesses últimos meses, renegociar uma dívida financeira de cerca de R$ 50 bilhões, sem sucesso. No processo protocolado nesta segunda-feira, na Justiça do Rio, a empresa declara débitos totais de R$ 65,4 bilhões. A diferença refere-se a contingenciamentos (disputas judiciais), de cerca de R$ 13 bilhões, e dívidas com fornecedores.

Esse é o maior processo de recuperação judicial de uma empresa no País e o maior de uma companhia privada na América Latina. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai acompanhar o processo. 

Bolsa. A Bovespa se recuperou de uma queda significativa e registrou o quinto avanço consecutivo, ao fechar em alta de 1,01%, aos 50.837,80 pontos. O pedido de recuperação judicial feito pela operadora  derrubou não apenas as ações da companhia, mas também afetou as ações do setor bancário, credor de boa parte dos R$ 65,4 bilhões devidos pela empresa. A recuperação veio à tarde, com uma melhora de percepção dos investidores quanto ao desfecho do problema da Oi e seus desdobramentos. 

Dólar. Após abrir em queda firme, o dólar virou para o território positivo durante a tarde e fechou com valorização de 0,41%, a R$ 3,41. A moeda norte-americana também subiu em relação a outras dividas de países emergentes e ligadas às commodities.

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