Dólar cai frente ao iene com receios sobre economia dos EUA

Dados têm tirado o foco das preocupações com a zona do euro

Álvaro Campos, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 18h40

O dólar caiu em relação ao iene hoje, depois de indicadores econômicos decepcionantes e o "livro bege" do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) alimentarem os receios de que a recuperação do país esteja perdendo força.

 

Uma série recente de dados piores do que o esperado nos EUA têm chamado a atenção dos investidores para a economia norte-americana, tirando o foco dos receios sobre as dívidas soberanas da zona do euro. Isso está permitindo que a moeda comum europeia gire em torno dos US$ 1,30. Hoje, o euro teve apenas um pequeno recuo depois da divulgação do relatório do Fed, acompanhando as perdas do mercado de ações dos EUA.

 

A atividade econômica dos EUA cresceu apenas modestamente em junho e na primeira metade de julho, de acordo com o "livro bege". Isso pesou sobre dólar, que já sofria pressão com os receios em relação ao ritmo da recuperação. "Há um coro de vozes apontando para a possibilidade de os EUA mergulharem em outra recessão", disse Andrew Wilkinson, analista sênior de mercado da Interactive Brokers. Ele disse que não compartilha dessa opinião, mas ressalvou que os receios sobre a economia dos EUA estar entrando em uma recessão estão pesando sobre o dólar.

 

No fim da tarde, o euro estava cotado a US$ 1,2988, de US$ 1,3006 no fim da tarde de ontem. O iene estava cotado a 87,44 por dólar, de 87,97 por dólar ontem, enquanto o euro estava cotado a 113,54 ienes, de 114,37 ienes ontem. A libra estava cotada a US$ 1,5585, de US$ 1,5590 ontem. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norte-americana diante de uma cesta de moedas, estava em 82,132 pontos, de 82,138 pontos ontem.

 

"Dados econômicos surpreendentes estão pesando fortemente em favor do euro nas últimas semanas", disse Win Thin, estrategista de câmbio sênior da Brown Brothers Harriman. Para ele, "esse tem sido um dos fatores por trás da recuperação do euro", da sua mínima de quatro anos de US$ 1,19 atingida no começo de junho. As informações são da Dow Jones.

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