Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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Dólar cai mais de 1% e fecha a R$ 3,13 com expectativa de entrada de divisas no País

Moeda americana também recuou nos mercados internacionais diante da expectativa de que o banco central dos EUA irá postergar o aumento dos juros

Clarissa Mangueira, Agência Estado

02 de junho de 2015 | 14h30

Atualizado às 17h10

SÃO PAULO - O dólar fechou com queda acentuada em relação ao real nesta terça-feira, 2, influenciado pelo recuo registrado ante outras divisas no exterior e pela perspectiva de continuidade da alta da Selic e do fluxo positivo de recursos no câmbio doméstico. 

No término dos negócios, o dólar à vista caiu 1,32%, aos R$ 3,1370 no balcão. 

Os analistas continuam a apostar em uma alta de 0,50 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina amanhã. A alta dos juros pode favorecer entrada de investidores no mercado que querem lucrar com arbitragem. A expectativa de fluxo positivo também é resultado de uma captação de US$ 2,5 bilhões em bônus externos de 100 anos realizada ontem pela Petrobrás. 

No exterior, dados mais fracos do setor manufatureiro dos Estados Unidos e expectativas com a divulgação do relatório do mercado de trabalho dos EUA, que será divulgado na sexta-feira, pressionaram o dólar para baixo ante a maioria dos seus pares internacionais. As encomendas à indústria dos EUA caíram 0,4% em abril, na comparação com março, segundo o Departamento do Comércio do país. O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, que esperavam queda de 0,1%. Esse foi o oitavo declínio nas encomendas nos últimos nove meses.

Declarações da diretora do Federal Reserve, Lael Brainard, também contribuíram para o recuo do dólar. Ela afirmou que é preciso mais progresso econômico nos EUA antes de uma elevação dos juros no país. Brainard tem direito a voto nas reuniões de política monetária do banco central americano.

Ao mesmo tempo, o euro ganhou força, beneficiado pela alta da inflação ao consumidor na zona do euro e otimismo em torno das negociações em torno da Grécia. Representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) finalizaram nesta manhã o esboço de um acordo para liberar mais assistência financeira para o país.

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