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Dólar cai na maior parte do dia, mas desacelera e fecha estável a R$ 2,99

Novos dados ruins da economia dos Estados Unidos puxaram a cotação do dólar para baixo durante a maior parte do dia

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2015 | 11h17

Atualizada às 17h17

SÃO PAULO - O dólar fechou abaixo dos R$ 3 pelo terceiro pregão consecutivo, mas anulou a queda vista na maior parte do dia e fechou estável, aos R$ 2,9960 no balcão. Logo no início da sessão, a moeda americana chegou a subir, mas o movimento perdeu força com a divulgação de dados ruins da economia dos Estados Unidos. 

Mais cedo, às 9h11, o dólar chegou a marcar a máxima de R$ 3,0130 (+0,57%) no balcão, em sintonia com o que era visto no exterior antes dos dados americanos. Quando eles começaram a sair, o cenário mudou. O índice Empire State de atividade em Nova York subiu para 3,09 em maio, mas menos que os 5,0 esperados; e a produção industrial recuou 0,3% em abril ante março, pior que a previsão de baixa de 0,1%. Para piorar, o índice de sentimento do consumidor americano, medido pela Universidade de Michigan, despencou para 88,6 na leitura preliminar de maio, ante os 95,9 de abril e os 95,5 esperados. 

Os resultados elevaram as apostas de que os Estados Unidos terão espaço para subir os juros apenas mais à frente, talvez em 2016. Com isso, o dólar perdeu força em todo o mundo e, no Brasil, chegou a marcar a mínima de R$ 2,970 (-0,87%) às 11h38. Da máxima vista mais cedo para esta mínima, a oscilação foi de -1,43% - uma volatilidade bastante razoável para um dia sem notícias locais de impacto e com giro fraco.

Na reta final dos negócios no balcão, o dólar para junho - que, na prática, serve de referência para as cotações também no balcão - desacelerou as perdas e passou a subir, o que também conteve o ímpeto de baixa da moeda à vista, que terminou no mesmo nível de ontem. 

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