Dólar cai para R$ 2,242 na abertura da BM&F

As medidas tomadas recentemente pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional para ajudar o mercado a atravessar o momento de incertezas na cena externa estão surtindo efeito tranqüilizador, pelo menos no câmbio. Pelo segundo dia consecutivo, ontem, as cotações do dólar mostraram menos tensão do que outros ativos, encerrando o dia em alta de 0,38%, a R$ 2,258, na BM&F, e de 0,27%, a R$ 2,257, no mercado à vista (balcão). Porém, o consenso continua sendo de que não há direção definida para o valor da moeda norte-americana e a volatilidade seguirá marcando os negócios. A perspectiva é de que o dólar comece o dia em queda, caminho sinalizado pelas negociações do pregão eletrônico do mercado futuro. O primeiro negócio fechado esta manhã no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros confirmou isso. O dólar à vista abriu cotado a R$ 2, 242, baixa de 0,71%. Isso porque o ambiente internacional parece ter melhorado, embora as taxas de juros dos títulos do Tesouro norte-americano mostrem pequena elevação neste início de manhã. As bolsas operam em alta tanto na Europa, quanto nos futuros de Nova York. E ainda há o fato de ser início de mês, época em que, habitualmente, os exportadores aumentam sua atuação no mercado doméstico. O problema dos mercados são as incertezas sobre a inflação e a política monetária dos EUA e, em menor grau, dos demais países desenvolvidos. Assim, as agendas externas seguem merecendo todas as atenções dos investidores. Hoje, nos EUA está previsto o depoimento do ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan sobre a dependência norte-americana de petróleo no Comitê de Relações Exteriores do Senado. O evento ocorrerá às 10h (de Brasília).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.