Dólar cai pelo 4º dia seguido e fecha maio a R$ 1,579

Na BM&F, o dólar à vista caiu 0,72% e fechou o pregão a R$ 1,5795

Silvana Rocha e Claudio Feustel, da Agência Estado ,

31 de maio de 2011 | 17h35

O dólar comercial caiu hoje pelo quarto dia seguido e fechou os negócios no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,579, menor valor desde 2 de maio. A queda no dia foi de 0,50%. No mês de maio, o dólar registrou alta de 0,32%. No acumulado do ano, a moeda americana apresenta queda de 5,11%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 0,72% e fechou o pregão a R$ 1,5795 (alta de 0,61% em maio e queda de 5,02% desde o começo do ano).

O euro comercial subiu 0,26% hoje e encerrou as negociações a R$ 2,272. No mês de maio, a moeda única europeia teve queda de 2,61% em relação ao real e no acumulado do ano registra alta de 2,81%.

A taxa mínima do dólar à vista hoje (R$ 1,578) e no mercado futuro foi registrada à tarde, imediatamente após o Banco Central rejeitar as propostas do segundo leilão de swap cambial reverso feito hoje. Pela manhã, a autoridade monetária fez uma primeira tentativa de rolagem do vencimento amanhã, de cerca de 34 mil contratos de swap reverso, mas também recusou todas as propostas apresentadas.

Segundo operadores de bancos e corretoras consultados pela Agência Estado, o Banco Central não aceitou as propostas nos dois leilões de swap reverso porque os dealers participantes pediram taxas de câmbio altas e o BC as recusou. Com a recusa das propostas na segunda operação, à tarde, o dólar futuro de julho negociado na BM&F reagiu imediatamente. A taxa deste vencimento futuro, que estava em R$ 1,592 antes do segundo leilão, recuou para a mínima de R$ 1,5885. Nas duas tentativas de rolagem feitas hoje, o BC ofertou, em cada leilão, 14 mil contratos com vencimento em 1/8/2011 e 20 mil contratos com vencimento em 1/9/2011.

O swap cambial reverso é um contrato feito entre o Banco Central e instituições financeiras no mercado futuro. O swap vem do inglês "troca". Nesse caso, é feita uma troca de rentabilidades: dólar por juro. No período de vigência do contrato, o BC ganha a variação do dólar, a ser paga pelos bancos. As instituições financeiras, por sua vez, ficam com a remuneração da taxa Selic, que será bancada pelo governo.

Como o BC fica com a variação do dólar, seja ela positiva ou negativa, a colocação desses contratos equivale à compra da moeda pelo BC. Por essa característica, swaps reversos podem elevar as cotações do dólar. O termo "reverso" é usado porque originalmente, quando começaram a ser utilizados, os contratos de swap funcionavam de forma inversa: o BC pagava a variação do dólar e recebia o juro. Esse instrumento foi utilizado em momentos em que, ao contrário do que ocorre hoje, faltam dólares no mercado, como na crise de 2008 e 2009.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar recuou 0,18% hoje para R$ 1,67 na venda e R$ 1,603 na compra. Em maio o dólar turismo subiu 2,45%; mas no ano acumula queda de 7,38%.

O euro turismo subiu 0,71% hoje, negociado a R$ 2,397 na venda e R$ 2,287 na compra. No mês acumulou baixa de 1,07% e no ano o euro turismo registra alta de 1,27%.

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