Dólar cai pelo segundo dia, cotado a R$ 3,04

Cotação teve queda de 0,94%; dado do saldo cambial positivo em US$ 13 bilhões em abril, divulgado pelo BC, influenciou baixa

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

06 Maio 2015 | 16h59

O dólar esticou o movimento de queda ante o real iniciado ontem, ainda na esteira da tendência verificada no exterior, devolvendo um pouco mais da alta de mais de 5% registrada nas quatro sessões anteriores até terça-feira. O dólar à vista fechou em baixa de 0,94%, para R$ 3,04, no balcão. A máxima, de R$ 3,07 (alta de 0,03%), coincidiu com a taxa de abertura e, na mínima, o dólar foi cotado em R$ 3,02 (queda de 1,56%). Às 16h41, o dólar junho cedia 0,49%, a R$ 3,068.

Após um início com viés de alta, o dólar à vista rapidamente inverteu o sinal para queda na esteira da divulgação da geração de vagas de trabalho do setor privado nos EUA em abril, de 169 mil, muito abaixo da expectativa do mercado, de 205 mil. O dado, considerado uma proxy do payroll que sai na sexta-feira, acentuou as expectativas de que a economia segue fraca o suficiente para o Federal Reserve adiar um aumento do juro até o final do ano, o que impôs recuo ao dólar ante as demais moedas. Ainda pela manhã, as mínimas ante o real foram renovadas com as declarações da presidente do Fed, Janet Yellen. Entre outras coisas, Yellen disse que os juros baixos são necessários para atingir o pleno emprego e a estabilidade de preços, além de trazer "efeitos positivos" para a estabilidade financeira.

No início da tarde, contudo, a queda perdeu força, pela leitura combinada dos dados do fluxo cambial e declarações do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que levou o mercado a apostar que o BC tende a reduzir ainda mais o volume de rolagens de contratos de swaps cambais daqui para frente. O fluxo cambial foi fortemente positivo em abril, chegando a US$ 13,107 bilhões, segundo o Banco Central. No momento da divulgação do fluxo, em audiência pública na Câmara, Barbosa afirmava que o que o programa de swap cambial foi uma medida necessária para estabilizar o câmbio, mas já começou a ser reduzido pelo governo e tem custo elevado.

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