Dólar cai por exterior favorável, mas sobe na semana

Apesar de a moeda dos EUA cair 0,40% no dia, para R$ 2,010, na semana acumula alta de 0,75%

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

19 de abril de 2013 | 17h17

O mercado de câmbio aproveitou a trégua o exterior e o dólar fechou em queda de 0,40% nesta sexta-feira, cotado a R$ 2,010. Apesar da retração, a valorização da moeda norte-americana frente ao real na semana ficou em 0,75%.

A mínima no dia foi de R$ 2,0030 (-0,74%) e a máxima, de R$ 2,0140 (-0,19%). Perto das 17 horas, o giro financeiro no mercado à vista era de US$ 2,472 bilhões. O dólar para maio de 2013 caía 0,54%, a R$ 2,012. Na BM&F, o dólar pronto fechou em queda de 0,60%, a R$ 2,0094.

Foi uma semana pesada, quando predominou a pressão de alta do dólar, por causa do atentado em Boston, balanços corporativos mistos e dados econômicos fracos nos Estados Unidos. No Brasil, também houve surpresa com a parcimônia do Comitê de Política Monetária (Copom) na hora de subir o juro. Após a Selic ser elevada apenas em 0,25 ponto porcentual, para 7,50% ao ano, e não em 0,5 ponto porcentual, como esperavam muitos agentes financeiros, o mercado de juros passou por um forte ajuste, o que influenciou o câmbio. Pesou também nesse mercado o fato de o fluxo cambial seguir negativo no País.

Nesta sessão, os investidores estiveram atentos ao encontro anual de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participa do evento, disse que o nível atual do real ante o dólar é "satisfatório e razoável". "Nós não queremos o real mais forte ou mais fraco; nós queremos estabilidade", afirmou. Ele disse ainda que, mesmo que os EUA desacelerem no programa de relaxamento quantitativo, há outro país que o está acelerando, que é o Japão. Segundo ele, "haverá ainda uma liquidez excessiva" nos mercados financeiros mundiais, mas reconheceu que isso ainda não foi percebido no Brasil.

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