Dólar cai por Fed sem cronograma para reduzir estímulos

O dólar caiu ante seus principais rivais nesta quarta-feira, 31, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deixar suas ações e política monetária inalteradas e não adotar um cronograma para a redução das medidas de estímulos, como era esperado pelos participantes do mercado. Isso significa que o BC dos EUA deve continuar injetando US$ 85 bilhões por mês na economia por enquanto, o que pressiona o valor da moeda.

Agencia Estado

31 de julho de 2013 | 18h56

No fim da tarde em Nova York, o euro subia para US$ 1,3303, de US$ 1,3262 no fim da tarde da véspera, atingindo o maior nível em seis semanas. O dólar recuava para 97,88 ienes, de 98,05 ienes; a moeda comum europeia subia para 130,17 ienes, de 130,02 ienes. A libra esterlina caía para US$ 1,5208, de US$ 1,5241. O dólar recuava para 0,9264 franco suíço, de 0,9298 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, tinha queda para 74,048 pontos, de 74,124 pontos.

O dia começou com a divulgação do relatório da ADP, que mede a criação de vagas de emprego no setor privado. Em julho, foram criadas 200 mil vagas, ante expectativa de 183 mil. Também foi divulgada nesta manhã a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do segundo trimestre, que mostrou expansão anual de 1,7% no período, acima do esperado por Wall Street, que previa alta de 0,9%. Pouco depois, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago reforçou o noticiário positivo, ao subir para 52,3 em julho, de 51,6 em junho.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve suas ações de política monetárias inalteradas e não trouxe informação nova sobre o início da redução nas compras de bônus. O banco central reduziu sua avaliação sobre a economia e se mostrou preocupado com inflação persistentemente baixa, o que significa que os estímulos podem continuar por mais tempo do que o esperado.

"A queda do dólar foi uma reação automática de algumas pessoas no mercado que esperavam por um sinal de que a redução nas compras de bônus começaria em setembro", afirmou Michael Woolfolk, estrategista de câmbio do Bank of New York Mellon.

Entre as chamadas "moedas commodity", o dólar australiano caiu para US$ 0,8981, de US$ 0,9064 na terça-feira, recuando para o nível mais baixo desde agosto de 2010. A moeda está sob pressão desde que o presidente do banco central da Austrália, Glenn Stevens, disse esta semana que pode cortar novamente a taxa básica de juros para incentivar a economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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