Dólar chega a R$ 2,62 em dia de tensão sobre ações da Petrobrás

Dólar chega a R$ 2,62 em dia de tensão sobre ações da Petrobrás

Moeda permanece em alta após bater maior valor já visto em nove anos; indefinições na equipe econômica do governo e escândalo na estatal contribuem para mau humor do mercado

Renata Pedini, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 11h16

SÃO PAULO - O dólar à vista no balcão abriu em alta nesta sexta-feira, 14, e já acima de R$ 2,60, com o renovado mau humor no mercado doméstico e o avanço generalizado da moeda dos Estados Unidos nos mercados internacionais. O pessimismo interno está relacionado a novos problemas envolvendo a Petrobrás, que atrasou a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2014 e não participou da abertura do mercado, além de especulações renovadas sobre a composição ministerial e a condução da economia a partir de 2015.

Na abertura, o dólar à vista no balcão foi cotado a R$ 2,6050, em alta de 0,35%. Por volta das 11h, a moeda subia 1,0%, a R$ 2,6280, na máxima. O valor é o mais alto atingido em nove anos, desde 5 de abril de 2005.

Ontem, o dólar à vista fechou a R$ 2,5960 (+1,41%) - maior valor em mais de nove anos, desde 18 de abril de 2005 -, após o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa ter afirmado ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que não foi "convidado ou sondado para nenhum cargo". 

A publicação do balanço trimestral da Petrobrás deve ocorrer, segundo fato relevante divulgado na noite desta quinta-feira,13, no dia 12 de dezembro. O Broadcast já havia informado na véspera que a auditora PricewaterhouseCoopers (PwC) decidiu não assinar os resultados da estatal por esperar a conclusão das investigações sobre as denúncias do ex-diretor da companhia Paulo Roberto Costa no âmbito da Operação Lava Jato.

Dentro da operação, a Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira,14, o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque. A PF também prendeu executivos e faz busca e apreensão em cerca de cinco das maiores empreiteiras do País, o braço financeiro do esquema de corrupção na petrolífera. Há pouco, foi informada a prisão de Otto Garrido Sparenberg, diretor da Iesa Óleo e Gás.

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