Dólar começa o dia em baixa de 0,53%, a R$ 2,24

A trégua dada ontem pelos ativos internacionais continua neste início de manhã e sinaliza uma abertura tranqüila para o mercado doméstico de câmbio, onde a cotação do dólar era de R$ 2,24 na abertura do pregão viva-voz na Bolsa de Mercadorias & Futuros (recuo de 0,53% em relação ao fechamento ontem). As taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA operavam de lado. As bolsas européias e os futuros de Nova York mostravam ganhos. No entanto, o dia só deve definir-se após as 9h30, quando serão divulgados os dados do mercado de trabalho nos EUA, o chamado "payroll". O acompanhamento dos indicadores da economia norte-americana deve continuar minucioso. Desde a última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), os mercado internacionais passam por ajustes temendo a possibilidade de que a maior economia do planeta dê continuidade à política de alta de juros. Em diversos momentos, esses acertos dos investidores se mostraram dramáticos, principalmente para os países emergentes, que têm perdido recursos em conseqüência do aumento da aversão ao risco e em prol da busca pela qualidade. Na última quarta-feira, o mercado conheceu a ata da reunião do Fed e a idéia de que os EUA podem seguir no rumo de elevar suas taxas ficou ainda mais firme. Ou seja, o documento alimentou as incertezas sobre o futuro da política monetária norte-americana e o acompanhamento dos dados da economia do país continua sendo o foco principal dos investidores. Ontem, os indicadores revelados permitiram uma trégua no nervosismo que perdura até o momento, mas dados opostos do payroll poderiam trazer as tensões de volta, segundo operadores brasileiros. Por isso, embora esperem abertura em queda no dólar, eles ressaltam que os investidores tendem a ficar retraídos até que os números do emprego norte-americano sejam divulgados. A mediana das previsões de 23 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC para o número de postos de trabalho criados em maio é 180 mil. Para a taxa de desemprego é 4,7% e para a variação no salário médio por hora trabalhada é de elevação de 0,2%. Além desses dados, às 11h, será divulgado o indicador de encomendas à indústria em abril. Os economistas prevêem queda de 2,1% em abril, após um crescimento de 4,2% em março. A Europa também está na mira dos analistas. Na semana que vem, o Banco Central Europeu (BCE) poderá elevar os juros e os indicadores recentes da zona do euro fortaleceram a possibilidade de que o aumento seja superior a 0,25 ponto porcentual, podendo chegar a 0,50 pp, de 2,50% para 3% ao ano.

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